Mato Grosso
Bombeiros resgatam onça-parda que estava em lavanderia de residência
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (31.12), a captura de uma onça-parda encontrada no interior da lavanderia de uma residência localizada no perímetro urbano de Nova Xavantina (a 565 km de Cuiabá).
A equipe da 4ª Companhia Independente Bombeiro Militar (4ª CIBM) foi acionada após solicitação da Polícia Militar, que informou sobre a presença de um animal silvestre agressivo dentro do imóvel.
Ao chegar ao local, os bombeiros constataram que se tratava de uma onça-parda, que havia se abrigado em um cômodo externo da casa, utilizado como lavanderia.
Os proprietários da residência relataram que perceberam a situação após ouvirem os cães bastante agitados. Ao verificarem o que estava acontecendo, observaram o animal já no interior do cômodo.
Para realizar a captura, os bombeiros utilizaram uma chapa de madeirite para isolar a saída, uma vez que o local não possuía porta. A contenção do animal foi feita por uma janela lateral, com o uso de cambão, cabos e uma gaiola apropriada, já que a onça-parda apresentava comportamento agressivo.
Após a contenção, o animal foi colocado com segurança na gaiola de captura, sendo adotados todos os cuidados necessários para preservar a integridade da equipe e do próprio felino. Durante o manejo, foi constatado que a onça não apresentava ferimentos aparentes e se encontrava em boas condições físicas, apesar do comportamento agressivo decorrente do estresse da situação.
Devido ao porte do animal, foi solicitado apoio da 3ª Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPA), de Barra do Garças. Após a captura, a onça-parda foi entregue à equipe da Polícia Militar Ambiental, que assumiu a responsabilidade pela soltura do animal em seu habitat natural, em uma área de mata afastada da zona urbana, garantindo sua segurança e preservação.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT
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