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Lei que garante atendimento prioritário a crianças vítimas de violência sexual é aprovada

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Cuiabá

Antoniel Pontes | Assessoria do vereador Ranalli 

Com 22 votos favoráveis, a Câmara de Cuiabá aprovou nesta quinta-feira (27), em segunda votação, lei de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL) que garante atendimento psicológico prioritário  na rede municipal de saúde a crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual. A proposta garante que esse público tenha preferência na marcação e realização de consultas psicológicas em unidades próprias, conveniadas ou contratadas do Sistema Único de Saúde no município. A matéria agora segue para sanção do prefeito Abilio Brunini (PL).

A proposta aprovada determina que a prioridade seja válida para casos comprovados de abuso ou exploração sexual, atestados por laudo médico ou pericial emitido por autoridade competente. A norma, se instituída alcança toda a rede municipal de saúde, o que inclui desde unidades básicas até serviços especializados em saúde mental, quando houver oferta de psicólogos vinculados ao SUS.

Na justificativa, Ranalli destaca que a violência sexual contra crianças e adolescentes é uma das mais graves violações de direitos humanos e cita dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que apontam mais de 45 mil casos anuais de abuso e exploração sexual de menores no país, com predominância de vítimas meninas entre 7 e 14 anos. O vereador argumenta que as marcas psicológicas deixadas por esse tipo de crime, se não tratadas de forma adequada, tendem a se transformar em transtornos emocionais severos ao longo da vida.

O projeto se ancora em um conjunto de normas nacionais e internacionais que tratam da proteção integral da infância. Entre elas estão a Constituição Federal, que estabelece a prioridade absoluta de crianças e adolescentes no acesso à saúde e na proteção contra toda forma de violência, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Lei 8.080, de organização básica do SUS, e a Lei 12.845 de 2013, que determina atendimento obrigatório e integral a pessoas em situação de violência sexual. A Convenção sobre os Direitos da Criança, incorporada ao ordenamento brasileiro, também é citada como base para a garantia de apoio psicológico e social às vítimas.

A lei de Ranalli, que é presidente da Comissão de Criança e Adolescente no Poder  Legislativo, menciona ainda como referência a Lei 3.372 de 2024, do município de Manaus, que já assegura prioridade no atendimento psicológico a crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual na rede municipal local. A ideia é que Cuiabá se alinhe a esse tipo de iniciativa, reforçando a responsabilidade do poder público na recuperação emocional de vítimas de uma das formas mais cruéis de violência.

“Apesar do avanço na legislação, a efetividade da medida dependerá de como a Secretaria Municipal de Saúde regulamentará a prioridade na prática. A lei não cria novos cargos nem amplia automaticamente o número de psicólogos na rede, o que exige organização de filas, definição de protocolos para comprovação dos casos e articulação com órgãos como Conselho Tutelar, Ministério Público e rede socioassistencial, a fim de evitar que a exigência de laudos se transforme em barreira para o início do atendimento”, destaca o parlamentar.

Com a sanção da lei, o Executivo ficará responsável por estabelecer fluxos e diretrizes para garantir que as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual sejam atendidos com prioridade, de forma ágil e humanizada, na rede de saúde do município.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Grappling em ascensão: MT Open chega para mudar o jogo

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MT Open fortalece o grappling em Mato Grosso com proposta inovadora e foco no atleta

O cenário das lutas em Mato Grosso começa a entrar em uma nova fase, mais profissional, mais estratégico e, principalmente, mais centrado no atleta.

O MT Open surge como um divisor de águas no estado, trazendo uma proposta moderna para o grappling e preenchendo uma lacuna que há anos limitava o crescimento da modalidade: a ausência de competições relevantes sem kimono.

Idealizado por quem vive o esporte na prática dentro do tatame, no treino e na realidade dos atletas o evento nasce com uma visão clara: elevar o nível das competições e criar um ambiente mais justo, acessível e profissional.

Uma resposta direta a uma falha do sistema

Durante muito tempo, Mato Grosso contou basicamente com torneios tradicionais de jiu-jitsu com kimono. Enquanto isso, o grappling ficava em segundo plano.

O MT Open chega exatamente para mudar esse jogo.

A proposta não é apenas criar mais um campeonato, mas estabelecer um novo padrão, alinhado com a realidade atual do combate.

Acessibilidade como estratégia

Os altos custos de inscrição sempre foram uma barreira para muitos atletas. O MT Open surge como alternativa mais acessível, sem abrir mão da qualidade.

Mais atletas competindo significa mais nível técnico e crescimento real do esporte.

Organização de alto nível

O evento tem como prioridade a pontualidade e o respeito ao atleta. O cronograma será seguido com rigor, evitando atrasos e garantindo melhor desempenho dos competidores.

Premiação que valoriza

  • Premiação por equipes
  • Categorias absolutas
  • GPs especiais

Destaque para o GP faixa roxa, com premiação de R$ 2 mil.

Experiência completa

Os atletas contarão com suporte durante o evento, incluindo água, frutas e açaí, com apoio da Movido Açaí.

O evento também propõe integração com atividades culturais, tornando a experiência mais atrativa para o público.

Números e expectativa

O MT Open já conta com cerca de 450 atletas confirmados, com expectativa de chegar a 800 participantes.

Desafios e visão de futuro

Organizar um evento desse porte exige planejamento, logística e execução precisa.

Com uma proposta sólida, o MT Open tem potencial para se consolidar como referência no grappling regional e nacional.

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