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Seduc investe R$ 110 milhões em Sistema Estruturado de Ensino e reforça estratégia de aprendizagem em 2026

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Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vai destinar cerca de R$ 110 milhões, em 2026, no Sistema Estruturado de Ensino (SEE). O investimento integra a estratégia do governo para fortalecer a aprendizagem, padronizar práticas pedagógicas e elevar os indicadores educacionais em todo o Estado.

O investimento contempla a entrega de material pedagógico estruturado, formação continuada de professores e gestores, plataforma educacional, avaliação das aprendizagens e um sistema de assessoramento e monitoramento que permite acompanhar resultados em tempo real e ajustar intervenções pedagógicas. Atualmente, a rede estadual reúne mais de 320 mil estudantes matriculados no Ensino Fundamental nos Anos Finais, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), distribuídos em 628 escolas atendidas pelo programa que entregará além do material didático estruturado, um pacote de serviços pedagógicos integrados.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), contratada pela Seduc, é responsável não apenas pelos livros e cadernos (impressos e digitais), mas também por formação de educadores e gestores, avaliação das aprendizagens, plataforma educacional e assessoramento pedagógico às unidades escolares.

Nos primeiros dias de aula, as ações previstas no contrato começam com a análise de dados escolares e dos resultados do ano anterior, com foco em identificar problemas prioritários, mapear desafios e mobilizar as escolas para uma atuação orientada por evidências.

A proposta é que as equipes escolares, com apoio técnico, avancem da leitura dos indicadores para a investigação da causa raiz e a formulação de respostas objetivas por meio de Planos de Intervenção Pedagógica.

Esses planos, segundo a Seduc, registram metas específicas, mensuráveis, alcançáveis e significativas, criando um roteiro de ação voltado à correção de rotas e à recuperação da aprendizagem.

Cada unidade recebe um relatório próprio, que deve ser analisado com a orientação de assessores pedagógicos, para que as decisões pedagógicas deixem de ser intuitivas e passem a seguir parâmetros claros de diagnóstico.

Um dos diferenciais destacados pela Seduc é a atualização bimestral do material didático estruturado, o que permite incorporar ajustes ao longo do ano e manter a coerência entre planejamento, aula e avaliação.

O kit contém livros por componente curricular e etapa de ensino, com alinhamento às competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Documento de Referência Curricular de Mato Grosso (DRC-MT).

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, avalia que a organização do material do estudante, estruturada por objetos do conhecimento e habilidades, fortalece o protagonismo do aluno no processo de aprendizagem.

“Essa articulação curricular promove a progressiva sistematização das experiências do estudante, valorizando sua relação com o mundo e o desenvolvimento de habilidades e competências que o colocam em uma posição ativa na construção de conhecimentos”, afirma.

Para o professor, o conjunto inclui a reprodução das páginas do material do aluno com orientações de encaminhamento, sugestões de ampliação e suporte ao planejamento de aulas, também alinhado à BNCC e ao DRC-MT.

Na avaliação do secretário, a padronização com flexibilidade pedagógica, ao oferecer uma trilha estruturada, mas ajustável, contribui para reduzir desigualdades de acesso ao conteúdo, especialmente em contextos com diferentes níveis de aprendizagem entre turmas e escolas.

Alan Porto ressalta que o investimento não se limita ao livro, pois, envolve uma arquitetura de suporte que combina currículo, formação, monitoramento e intervenção.

“Para que a aprendizagem avance, é preciso que o professor tenha clareza do que ensinar, como ensinar e, principalmente, como replanejar quando os dados mostram que o estudante não consolidou determinada habilidade”, analisa o secretário.

Dentro do contrato de impacto social firmado entre Seduc e FGV, a rede conta ainda com avaliações escritas periódicas, que cumprem duas funções complementares.

A primeira é a avaliação regular ostensiva processual, aplicada bimestralmente em todas as turmas do ensino regular, com caráter diagnóstico para orientar correções mais rápidas. A segunda é a avaliação voltada à aferição do Crescimento do Nível de Aprendizagem, aplicada ao final do ano letivo para todas as turmas, medindo a proficiência média em Língua Portuguesa e Matemática.

Na prática, para a Seduc, a estratégia busca encurtar o tempo entre “identificar a lacuna” e “agir sobre a lacuna”, fortalecendo a gestão pedagógica e aumentando a precisão das intervenções.

No eixo digital, a Seduc utiliza a plataforma Plurall, adaptada à rede estadual, como ambiente de aprendizagem e formação. Além de hospedar capacitações e oferecer materiais complementares, o sistema permite interatividade entre estudantes, professores, diretores e demais membros da rede.

A formação continuada também integra o pacote como uma das peças centrais para a execução do SEE. Segundo Alan Porto, garantir educação de qualidade exige docentes atualizados quanto às melhores práticas e ao uso pedagógico de tecnologias.

“Nesse sentido, a capacitação é contínua por meio de cursos, workshops e formações presenciais e online”, pontua o secretário, ao defender que a melhoria do desempenho dos estudantes passa, necessariamente, pelo fortalecimento do trabalho do professor em sala.

Outro componente estratégico é o assessoramento pedagógico regionalizado. A empresa disponibiliza no mínimo 13 assessores pedagógicos, distribuídos pelas diretorias regionais de educação, com a missão de orientar coordenadores pedagógicos e apoiar intervenções em serviço nas unidades escolares.

Esses profissionais atuam como ponte entre diagnóstico e prática, auxiliando escolas a interpretar relatórios, desenhar respostas didáticas e acompanhar a efetividade das ações. “A presença desse suporte técnico amplia a consistência da política educacional, evita que cada escola precise reinventa” caminhos e fortalece a tomada de decisão baseada em evidências”, conclui Alan Porto.


Metas superadas

Mato Grosso registrou o maior avanço na educação do país, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Estado subiu oito posições em apenas um ano, passando da 16ª colocação em 2024 para o 8º lugar em 2025. O resultado consolida a educação mato-grossense entre as dez melhores do Brasil.

Segundo o estudo, o desempenho de Mato Grosso se destaca pela consistência dos resultados em indicadores-chave, como frequência escolar, aprendizagem e gestão da rede, entre 2024 e 2025.

O Estado apresentou melhora significativa em diversos indicadores. A Taxa de Frequência Líquida do Ensino Médio avançou 19 posições no ranking nacional, enquanto a Taxa de Frequência Líquida do ensino fundamental subiu 13 colocações. Também houve evolução no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com ganho de duas posições; e no desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com avanço de uma posição.

O relatório destaca ainda uma aceleração da aprendizagem entre 2024 e 2025, período em que Mato Grosso saiu da 17ª colocação para o 8º lugar, entrando de vez no Top 10 nacional do CLP. Além da frequência escolar, contribuíram para esse salto a melhoria no desempenho em avaliações nacionais (Saeb/Ideb), a maior eficiência na gestão da rede e ações voltadas à permanência dos estudantes e à redução da evasão escolar.

Em 2024, a rede pública superou a meta nacional de alfabetização, que era de 59%, e alcançou 60,59% das crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental. Como reconhecimento desse esforço, Mato Grosso recebeu o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização – categoria Ouro, concedido pela primeira vez pelo Ministério da Educação (MEC). O Estado foi o terceiro do país que mais avançou na alfabetização na idade certa em 2023, critério fundamental para a concessão do selo.

Diante do avanço, a Seduc estabeleceu metas mais ambiciosas para os próximos anos: 67% em 2026, 71% em 2027, 74% em 2028, 77% em 2029 e 80% em 2030, para alfabetizar as crianças na idade certa.

Fonte: Governo MT – MT

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Governo de MT regulamenta novo modelo de cofinanciamento e amplia apoio aos municípios

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), publicou nesta terça-feira (23.6) a Portaria nº 168/2026, que estabelece novas regras para o cofinanciamento estadual do Sistema Único de Assistência Social (Suas). A medida regulamenta os repasses de recursos do Estado aos municípios para a execução dos serviços da assistência social, garantindo mais organização, transparência e eficiência na aplicação dos investimentos.

O novo modelo amplia a autonomia das prefeituras e aumenta em mais de 188% os recursos destinados aos municípios. Com a mudança, as cestas de alimentos que antes eram adquiridas e distribuídas pelo Estado passarão a ser compradas diretamente pelas gestões municipais, de acordo com as necessidades locais. Em Cuiabá, por exemplo, os repasses saltam de aproximadamente R$ 6 milhões para R$ 10 milhões.

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou que a nova regulamentação representa um avanço para a política de assistência social em Mato Grosso.

“Estamos fortalecendo a assistência social nos municípios, ampliando os recursos e dando mais autonomia para que cada gestão local possa atender sua população de forma mais eficiente e alinhada à sua realidade. Esse novo modelo garante melhores condições para a manutenção e expansão dos serviços socioassistenciais em todo o estado”, afirmou.

Os recursos serão destinados a quatro áreas principais: Proteção Social Básica, Proteção Social Especial, Benefícios Eventuais e Gestão do SUAS. A regulamentação também assegura apoio para a manutenção de serviços como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), equipes volantes, acolhimento institucional, família acolhedora, benefícios eventuais e ações de gestão, planejamento e monitoramento.

A portaria ainda cria incentivos financeiros para municípios que implantarem áreas estratégicas da gestão, como Vigilância Socioassistencial, Gestão do Trabalho e Gestão Financeira e Orçamentária.

Segundo Klebson, a medida segue a determinação do governador Otaviano Pivetta de fortalecer a gestão municipal e garantir mais agilidade no atendimento à população.

“Essa é uma orientação do governador Otaviano Pivetta para descentralizar os recursos, fortalecer os municípios e tornar o atendimento mais rápido e eficiente. Com isso, cada prefeitura poderá aplicar os recursos de acordo com suas prioridades e atender com mais agilidade as famílias que mais precisam”, ressaltou.

Para continuar recebendo os recursos estaduais, os municípios deverão manter a documentação e as prestações de contas atualizadas. A medida busca garantir transparência na aplicação dos recursos públicos e assegurar que os investimentos cheguem de forma efetiva às famílias que dependem dos serviços socioassistenciais.

Fonte: Governo MT – MT

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