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São Paulo inicia vacinação infantil com Pneumocócica 20 neste sábado

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A capital paulista começa a aplicar, neste sábado (20), a vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), dando início à substituição gradual da vacina pneumocócica 10-valente (VPC10) no calendário infantil. Neste primeiro momento, a vacinação será destinada a crianças menores de cinco anos, de acordo com o histórico vacinal individual e as doses já recebidas da VPC10. 

Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde, Mariana Araújo, a chegada da vacina pneumocócica 20-valente representa importante avanço na proteção das crianças contra doenças graves, como meningite, pneumonia e infecções na corrente sanguínea.

A vacina estará disponível nas AMAs/UBSs Integradas, das 7h às 19h. A partir de segunda-feira (22), a aplicação será ampliada para todas as unidades básicas de Saúde da capital.

“Além de ampliar a cobertura contra mais sorotipos do pneumococo, essa atualização reforça a importância de que pais e responsáveis mantenham a carteirinha de vacinação em dia e procurem uma unidade de saúde para verificar se há alguma dose pendente. A vacinação continua sendo uma das formas mais seguras e eficazes de prevenir doenças e proteger a saúde da população”, ressaltou Mariana.

A expectativa é que cerca de 116 mil crianças sejam beneficiadas pela vacinação com a VPC20 no município até o final de 2026. Entre janeiro e maio deste ano, a rede municipal aplicou 24.607 doses mensais da vacina pneumocócica 10-valente.

A incorporação da VPC20 segue as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e representa avanço na prevenção das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae. O Ministério da Saúde encaminhou, até agora, 26.890 doses do imunizante à Secretaria Municipal da Saúde.

Fonte: EBC Saúde

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Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

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Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.

A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.

Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.

De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.

Doenças atreladas


 A saúde da mulher deve abranger também a saúde sexual, independente da idade. Dra. Jussimara Souza Steglich
Crédito: Divulgação/arquivo pessoal

Jussimara Souza Steglich  defende mais informação sobre a saúde sexual feminina no envelhecimento – Divulgação/Arquivo pessoal

Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico. 

“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.

No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida. 

Fonte: EBC Saúde

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