Saúde
São Paulo inicia multivacinação a partir desta segunda-feira
Saúde
O estado de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (3), a Campanha de Multivacinação para menores de 15 anos. A ação acontece em todos os 645 municípios paulistas.

Com o objetivo de reforçar a imunização contra o sarampo, a campanha estende-se também a pessoas na faixa etária de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
A recomendação da Secretaria de Saúde para todas as cidades do estado é de que os responsáveis compareçam aos postos de atendimento portando a carteira de vacinação de crianças e adolescentes, para que as equipes verifiquem as doses indicadas de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal.
Entre os imunizantes disponíveis estão BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A, e HPV.
Sarampo
O Centro de Vigilância Epidemiológica confirmou na semana passada o 15º caso de sarampo registrado no estado este ano. O paciente é uma criança de Guarulhos, que não apresenta histórico vacinal contra a infecção.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, estará disponível nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.
Para o público infantil de 6 a 11 meses e 29 dias, a administração do imunizante é tida como dose zero e não anula a necessidade das doses obrigatórias do Calendário Nacional de Vacinação aos 12 e 15 meses.
Dados preliminares da Secretaria de Saúde indicam que, neste ano, a cobertura para a tríplice viral no estado foi de 77,5% para a primeira dose e 65,5% para a segunda. O Ministério da Saúde estabelece a meta de 95% para cada uma das doses.
* Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior
Saúde
Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista
Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.
A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.
Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.
De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.
Doenças atreladas
Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.
No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
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