Saúde
Rio reforça vacinação contra o sarampo e febre amarela
Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro iniciou nesta quinta-feira (15) o reforço da vacinação contra o sarampo e a febre amarela em vários postos na cidade. No Aeroporto Santos Dumont, no centro, foi montado um ponto de vacinação para vacinar o público jovem e adulto com a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e contra a febre amarela e a influenza. 

O posto funcionará até o dia 30 de janeiro, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 16h, no primeiro andar do aeroporto.
A intensificação da vacinação em local de grande movimentação e entrada na cidade foi motivada pelo aumento dos casos de sarampo nos Estados Unidos, Canadá, México, Bolívia, entre outros países. Os casos de febre amarela em estados vizinhos também colocaram a rede municipal de saúde em alerta.
As viagens dos cariocas e a chegada de turistas ao Rio no verão também são os principais fatores que redobram a imunização nesta época do ano. Desde 2023, o município não tem casos confirmados de sarampo entre os moradores.
Transmissão
O sarampo é uma doença febril aguda, altamente transmissível, que pode afetar pessoas de todas as idades. Sua transmissão ocorre diretamente por contato pessoa a pessoa, por meio de gotículas de secreções expelidas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio se dá, ainda, por dispersão de gotículas contendo partículas virais no ar, especialmente em ambientes fechados.
A prefeitura instalou outros pontos de vacinação em parques na cidade para atender pessoas a partir de 4 anos de idade:
- Rita Lee, na Barra da Tijuca, nos dias 13, 15, 22, 27 e 29 de janeiro, das 8h às 12h;
- Piedade, nos dias 14, 16, 21, 23, 28 e 30 de janeiro, das 8h às 12h;
- Oeste, nos dias 13, 15, 22, 27 e 29 de janeiro, das 8h às 12h;
- Pavuna e Madureira, nos dias 22 e 29 de janeiro, respectivamente, das 9h às 12h.
A secretaria vai divulgar nas próximas semanas novos postos de vacinação.
As vacinas estão disponíveis também nas 241 salas de imunização espalhadas pela cidade, incluindo o Super Centro Carioca de Vacinação, com unidades em Botafogo, zona oeste e zona norte do Rio de Janeiro.
Saúde
Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista
Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.
A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.
Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.
De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.
Doenças atreladas
Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.
No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
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