Saúde
Ministério da Saúde começa a vacinar crianças com a Pneumo 20
Saúde
O Ministério da Saúde iniciou neste sábado (20) a aplicação da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), conhecida como Pneumo 20, em crianças menores de 5 anos. 

O imunizante, disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos.
A vacina irá substituir a pneumocócica 10-valente (VPC10) que protegia contra dez sorotipos da bactéria. Neste primeiro momento, a vacinação é destinada apenas a crianças, de acordo com o histórico vacinal individual e as doses já recebidas da VPC10.
“Além das crianças de até 5 anos, essa vacina vai estar disponível no SUS para os idosos acamados e idosos que têm pneumopatia crônica, e doença pulmonar crônica. Então, além de uma proteção às crianças, também gera um alívio no bolso das famílias”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O evento que marcou o início da vacinação com a Pneumo 20 ocorreu na Zona Sul de São Paulo, na AMA/Unidade Básica de Saúde (UBS) Integrada Vila Prel, na região do Campo Limpo.
A estimativa do Ministério da Saúde é de imunizar cerca de 2 milhões de crianças em todo o país. O SUS adquiriu mais de 8 milhões de doses e já completou a distribuição aos estados e municípios.
“Estamos começando essa estratégia nacional de vacinação da Pneumo 20 aqui na cidade de São Paulo, que é a nossa maior cidade do Brasil e que tem que ser a capital não só brasileira, mas a capital mundial da vacinação. Queria reforçar para os pais: procure a sua unidade básica de saúde mais próxima, onde a vacina já está disponível a todos os municípios brasileiros”, acrescentou o ministro.
Na capital paulista, a vacina estará disponível nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs)/Unidades Básicas de Saúde (UBSs) Integradas até as 19h deste sábado. A partir de segunda-feira (22), a aplicação será ampliada para todas as UBSs da capital.
Proteção ampliada
Segundo o ministério, o diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionada aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.
Saúde
Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista
Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.
A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.
Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.
De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.
Doenças atreladas
Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.
No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
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