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Iniciativa seleciona jovens para tratamento odontológico gratuito

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Começa nesta terça-feira (28) uma triagem em várias cidades a fim de selecionar jovens de 11 a 17 anos para receberem acompanhamento odontológico completo até os 18 anos. A ação, chamada de Megatriagem Odontológica, ocorre em 156 municípios brasileiros.

A iniciativa é da Turma do Bem, organização sem fins lucrativos que busca apoiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social com tratamento dentário gratuito.

Os interessados devem comparecer aos postos de triagem com RG, comprovante de residência e um responsável. A expectativa é que mais de 5 mil novos pacientes sejam encaminhados para tratamento em consultórios particulares de dentistas voluntários de todo o país.

A triagem avaliará a condição clínica dos pacientes, por meio de um exame visual rápido e não invasivo, feito por um dentista voluntário. Além disso, também será contabilizado a carência socioeconômica da família para priorizar os casos mais graves.

“Essa mobilização nacional é para lembrarmos que a saúde bucal não pode ser um artigo de luxo. Nossa missão é garantir que a condição socioeconômica não seja um impedimento para que esses jovens sorriam, estudem e busquem oportunidades sem dor ou vergonha,” diz Fábio Bibancos, presidente voluntário e fundador da Turma do Bem.

A lista completa com os endereços e horários de cada ponto de triagem nas cidades confirmadas pode ser acessada no site oficial da ação megatriagem. Os jovens selecionados após a triagem receberão uma carta oficial da Turma do Bem com as orientações para o início do tratamento..

Sobre a Turma do Bem

A Turma do Bem trabalha em 12 países com mais de 19 mil dentistas voluntários. Nas últimas edições da Megatriagem, realizadas em 2024 e 2025, mais de 10 mil jovens foram selecionados para receber tratamento odontológico gratuito. A organização também tem parceria com a Colgate, que apoia a ação com atividades educativas e distribuição de kits de higiene bucal em diversas localidades.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

Fonte: EBC Saúde

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Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

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Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.

A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.

Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.

De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.

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 A saúde da mulher deve abranger também a saúde sexual, independente da idade. Dra. Jussimara Souza Steglich
Crédito: Divulgação/arquivo pessoal

Jussimara Souza Steglich  defende mais informação sobre a saúde sexual feminina no envelhecimento – Divulgação/Arquivo pessoal

Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico. 

“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.

No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida. 

Fonte: EBC Saúde

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