Saúde
Hospital veterinário municipal passa a funcionar 24 horas em São Paulo
Saúde
A primeira unidade veterinária da rede municipal da cidade de São Paulo começou a funcionar 24 horas desde quinta-feira (19). O Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”, no bairro do Tatuapé, foi renomeado para homenagear o cachorro que foi espancado e morto na Praia Brava, em Florianópolis, capital catarinense, no mês de janeiro.

A unidade veterinária agora passa a realizar também atendimento para urgências e emergências das 17h às 7h.
O serviço diurno permanece disponível normalmente. Os hospitais veterinários da rede municipal oferecem atendimento clínico e cirúrgico. Mediante agendamento ou triagem, consultas, exames, cirurgias e internações podem ser realizadas. O acesso, porém, depende da disponibilidade de vagas, com prioridade para casos graves.
>>Saiba que sanções podem ser aplicadas a jovens que mataram cão Orelha
Atendimento
As unidades trabalham com oito especialidades: Oftalmologia; Cardiologia; Endocrinologia; Neurologia; Oncologia; Ortopedia; Dermatologia; e Cirurgia bucomaxilofacial.
Das 7h às 16h, nas unidades sul, norte e leste, os cidadãos inscritos no CadÚnico e beneficiários de programas sociais como Bolsa Família, Auxílio Gás ou Renda Mínima, podem agendar consultas presencialmente.
Quem não tem benefício ativo pode fazer uma triagem social, que neste caso, deve levar documentos que comprovem a situação econômica.
Na unidade oeste da capital paulista, o atendimento funciona por ordem de chegada, e as senhas são distribuídas a partir das 7h.
Documentos necessários:
Para realizar o atendimento, é obrigatório a apresentação de:
- Documento oficial com foto e CPF do responsável (presença obrigatória)
- Comprovante de residência em São Paulo (emitido há até três meses)
- Registro Geral do Animal (RGA)
- Número do CadÚnico
- Cartão ou comprovante de programa social ativo
*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior
Saúde
Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista
Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.
A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.
Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.
De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.
Doenças atreladas
Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.
No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
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