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Psicologia com Sensibilidade

Estudante cuiabana apresenta pesquisa inovadora sobre uso de cães na psicoterapia infantil

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Saúde

A estudante do décimo semestre de Psicologia, Jessica Karoline, 22 anos, natural de Cuiabá (MT), chamou atenção no 28º Encontro Nacional de Atividade Científica ao apresentar uma pesquisa que traz uma proposta afetuosa e inovadora para a psicologia infantil: o uso de cães como ferramentas terapêuticas no atendimento clínico de crianças.

A investigação teve início quando Jessica tinha 21 anos, como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), sob orientação do professor e mestre Arthur Galvão Martini, e evoluiu para um resumo expandido apresentado no evento. O estudo evidencia que a presença do cão pode funcionar como um recurso transformador, especialmente para crianças que enfrentam dificuldade de adaptação às abordagens psicológicas tradicionais.

Segundo Jessica, a Terapia Assistida por Animais (TAA) vem mostrando resultados expressivos em casos envolvendo crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, além de pacientes em vivências de luto ou com dificuldades emocionais.

Muitas vezes, essas crianças apresentam resistência à interação direta com o terapeuta, mas a presença do cão favorece um ambiente mais acolhedor, facilitando o vínculo e a expressão emocional”, explica.

A pesquisa analisou produções científicas nacionais e internacionais e concluiu que cães, quando bem preparados e inseridos em um ambiente terapêutico estruturado, podem atuar como co-terapeutas. A interação com o animal contribui para redução da ansiedade, melhora da comunicação, estímulo à empatia e desenvolvimento de habilidades sociais.

Apesar dos benefícios, Jessica destaca que o método não substitui as práticas psicológicas tradicionais, mas amplia o olhar clínico e oferece mais possibilidades de cuidado.

O cão funciona como um facilitador da relação terapêutica. Ele ajuda a romper barreiras emocionais, especialmente em crianças que apresentam dificuldades de contato ou resistência ao tratamento”, complementa.

O trabalho da jovem pesquisadora reforça a importância de práticas clínicas baseadas em evidências na psicologia infantil e acompanha a tendência contemporânea de abordagens mais humanizadas, onde vínculo, acolhimento e sensibilidade são peças centrais do processo terapêutico.

Com seu estudo, Jessica contribui para expandir o debate sobre o papel das emoções e dos vínculos afetivos na saúde mental das crianças, apontando para um futuro em que a ciência e a sensibilidade caminham lado a lado. Uma trilha onde, às vezes, o primeiro passo para o cuidado pode vir na forma de quatro patas, focinho curioso e rabo abanando.

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Saúde

Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

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Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.

A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.

Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.

De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.

Doenças atreladas


 A saúde da mulher deve abranger também a saúde sexual, independente da idade. Dra. Jussimara Souza Steglich
Crédito: Divulgação/arquivo pessoal

Jussimara Souza Steglich  defende mais informação sobre a saúde sexual feminina no envelhecimento – Divulgação/Arquivo pessoal

Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico. 

“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.

No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida. 

Fonte: EBC Saúde

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