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Dia D de combate ao Aedes aegypti ocorre neste sábado em todo o país

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Como parte da nova campanha de prevenção e controle das arboviroses intitulada Não dê chance para dengue, Zika e chikungunya, o Ministério da Saúde promove neste sábado (8), em todo o país, o Dia D nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue. Participarão do mutirão gestores locais, profissionais de saúde, agentes de endemias, lideranças comunitárias e da população em geral. Serão realizadas ações de conscientização e mutirões de limpeza em locais públicos e residências.

Mais de 370 mil profissionais atuam diariamente na prevenção das arboviroses em todos os 5.570 municípios brasileiros. Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) orientam as famílias durante visitas domiciliares, distribuem materiais informativos e estimulam a participação da população. Já os Agentes de Combate às Endemias (ACE) realizam inspeções, aplicam larvicidas e registram dados que subsidiam o planejamento das ações de vigilância.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a ação ocorre antes mesmo do período de maior transmissão da dengue, que é no primeiro semestre do ano.

“Este é o momento de conscientizar e engajar a população e os municípios para identificar os pontos críticos e eliminar os criadouros do mosquito”, afirmou Padilha. O ministro acredita que o uso de novas tecnologias, como a Wolbachia, é essencial para conter a transmissão do vetor.


Brasília (DF), 28/10/2025 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o lançamento do Fórum de Mulheres na Saúde, espaço permanente para debater e fortalecer políticas públicas de saúde para as mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 28/10/2025 – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a ação de combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti ocorre antes mesmo do período de maior transmissão da dengue, que é no primeiro semestre. Foto-arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil – Marcelo Camargo/Agência Brasil

>>Dengue: vacina do Butantan deve estar disponível no início de 2026

Queda

Até o dia 30 de outubro deste ano, o Brasil registrou mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, mostrando queda de 75% em relação a 2024. No mesmo período, foram confirmados cerca de 1,6 mil óbitos, redução de 72% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os estados com maior número de casos são: São Paulo (890 mil), Minas Gerais (159,3 mil), Paraná (107,1 mil), Goiás (96,4 mil) e Rio Grande do Sul (84,7 mil).

Apesar da redução dos casos, o Ministério da Saúde destaca a necessidade das ações de prevenção junto à população, tendo em vista que o 3º Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre agosto e outubro, mostra que 30% dos municípios brasileiros estão em estado de alerta para a dengue. Em 3,2 mil cidades, mais de 80% das larvas foram encontradas em recipientes como vasos de plantas, pneus, garrafas, caixas d’água, calhas, ralos e até folhas de bromélias e cavidades de árvores.

Investimentos

Para o biênio 2025/2026, o Ministério da Saúde investirá R$ 183,5 milhões na ampliação do uso de novas tecnologias de controle vetorial, como a estratificação de risco, o método Wolbachia, as Estações Disseminadoras (EDLs) e os mosquitos estéreis irradiados.

Biofábrica de Wolbachia


Rio de Janeiro (RJ) 09/02/2024 - PEspecial para matéria - Mosquitos com Wolbachia reduzem casos de dengue em Niterói.
Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz

Rio de Janeiro (RJ)  Mosquitos com Wolbachia reduzem casos de dengue em Niterói. Foto: Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz – Flávio Carvalho/WMP Brasil/Fiocruz

O método Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão do mosquito, já foi aplicado em 11 municípios de oito estados. Em Niterói (RJ), houve redução de 89% nos casos de dengue, 60% de chikungunya e 37% de Zika. A previsão é expandir a tecnologia para 70 cidades até o final de 2026, incluindo 13 delas ainda em 2025.

Segundo informou o ministério, por meio de sua assessoria de imprensa, em julho deste ano, foi inaugurada, em Curitiba (PR), a maior biofábrica de Wolbachia do mundo, com capacidade para produzir 100 milhões de ovos por semana. A tecnologia consiste na produção de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que bloqueia o desenvolvimento dos vírus dentro do Aedes aegypti, impedindo sua transmissão.

Também foram distribuídos 2,3 milhões de sais de reidratação oral, 1,3 milhão de testes laboratoriais para diagnóstico e 1,2 mil nebulizadores portáteis para bloqueio da transmissão, além do fornecimento contínuo de larvicidas e adulticidas. Somente em 2025, foram instaladas 77,9 mil EDLs em 26 municípios, ampliando a cobertura das ações de controle.

>>Brasília ganha biofábrica de mosquitos com tecnologia contra a dengue

Pequenas ações

Pequenas atitudes podem salvar vidas, afirma a campanha do Ministério da Saúde. Entre essas recomendações destaque para guardar garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo; fazer o descarte de garrafas PET e outras embalagens sem uso; colocar areia nos pratos de vasos de plantas; guardar pneus em locais cobertos ou descartá-los em borracharias.

O ministério orienta ainda amarrar bem os sacos de lixo; manter a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados; não acumular sucata e limpar e secar as bandejas de ar-condicionado e geladeira; eliminar a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras; manter em dia a limpeza das piscinas; esticar ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água; e permitir a entrada dos agentes de saúde nas residências.

Sintomas

Em caso de febre, dor de cabeça ou atrás dos olhos, dor nas articulações, náuseas ou manchas na pele, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde. O uso de medicamentos sem prescrição médica pode agravar o quadro clínico, alerta o ministério.

Estações quentes

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou que vai se antecipar às estações quentes para reduzir a circulação das arboviroses e, em consequência, a maior proliferação do mosquito causador da dengue. A mobilização faz parte da campanha “Contra a Dengue Todo Dia” e vai ocorrer neste sábado em todos os 92 municípios fluminenses.

O órgão realizará ações nos municípios de Armação do Búzios, Resende e na capital fluminense, onde a ação ocorrerá na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte da cidade, a partir das 9h, para conscientizar sobre as medidas de contenção do mosquito Aedes aegypti.

Duas unidades móveis da Secretaria vão apoiar as ações no Médio Paraíba e na Região dos Lagos, onde haverá a distribuição de materiais educativos e a exibição de formas imaturas do mosquito. A população poderá também fazer a visualização das fases de evolução do Aedes aegypti em um microscópio. A SES-RJ orienta os moradores para a realização de uma ronda semanal de dez minutos para evitar focos.

Missão de todos


Rio de Janeiro - Dia D contra a dengue no Rio tem campanha educativa e vacinação. Foto: Edu Kapps/SMS

Rio de Janeiro – Dia D contra a dengue no Rio. Foto: Edu Kapps/SMS – Edu Kapps/SMS

A secretária de Saúde do estado, Claudia Mello, reforçou que “o combate contra a dengue é uma missão de todos. Por isso, reforçamos a importância de se evitar o acúmulo de água em latas, garrafas vazias, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas e outros locais. Com apenas 10 minutos por semana, salvamos vidas. A Secretaria mantém o monitoramento para avaliar o cenário e garantir a segurança da população”, disse.

No início do mês, a SES-RJ reativou o Grupo de Trabalho de Controle das Arboviroses, que fará reuniões quinzenais para definir as ações de controle da dengue, chikungunya, febre do Oropouche e zika. O comitê orientou uma nova rodada de capacitação para profissionais de saúde da rede estadual e dos municípios. Serão realizadas ações em parceria com órgãos governamentais para mobilizar a população.

Até o último dia 4 deste mês, foram registrados 29.315 casos prováveis de dengue no ano de 2025, com 1.200 internações e 25 óbitos. Os dados podem ser acessados no painel de arboviroses do Monitora RJ (monitorar.saude.rj.gov.br). No ano passado, o estado do Rio viveu uma epidemia de dengue, contabilizando 302.674 casos prováveis, 9.726 internações e 232 óbitos em todo o território. Os maiores números de casos foram registrados na cidade do Rio de Janeiro (111.114 casos), seguida de Volta Redonda (22.705 registros) e Campos dos Goytacazes (19.588 casos).

Vigilância

No município do Rio, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza também, neste sábado, o dia D de combate à dengue, com atividades especiais de mobilização programadas para todas as regiões da cidade. A ação vai realizar inspeções de vigilância ambiental para prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti nos territórios, além de distribuição de material informativo e orientações aos usuários nas unidades de saúde e em logradouros públicos.

As atividades acontecerão durante toda a manhã. Os profissionais de saúde estarão preparados para tirar dúvidas e orientar a população em relação aos cuidados com a dengue. A lista completa das atividades de mobilização do município, com os respectivos endereços, está disponível para consulta no site da SMS.

“O objetivo é mobilizar a população na prevenção das arboviroses, focando no combate ao Aedes aegypti. A melhor forma de prevenir as doenças é evitando que o mosquito nasça e, para isso, precisamos muito da parceria da população. O dia D é justamente para promover essa conscientização e conquistar esse apoio popular que tanto precisamos para vencer o vetor”, disse o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Controle

Os trabalhos de controle das arboviroses, tanto nas áreas residenciais quanto nos locais considerados pontos estratégicos, entre os quais cemitérios, borracharias, ferros-velhos, depósitos de sucata ou de materiais de construção, garagens de ônibus, são realizados pela SMS durante todo o ano. Nos meses de calor, ocorrem ações de reforço devido ao período de fortes chuvas, o que favorece a reprodução dos mosquitos.

Até o dia 1º de novembro deste ano, os agentes de vigilância ambiental em saúde fizeram 10.291.786 visitas a imóveis para prevenção e controle do Aedes aegypti e trataram ou eliminaram 1.424.953 recipientes que poderiam servir de criadouros. A população também pode requisitar vistoria ou denunciar possíveis focos do mosquito pela Central 1746 de Atendimento ao Cidadão da prefeitura carioca.

Fonte: EBC Saúde

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Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

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Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.

A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.

Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.

De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.

Doenças atreladas


 A saúde da mulher deve abranger também a saúde sexual, independente da idade. Dra. Jussimara Souza Steglich
Crédito: Divulgação/arquivo pessoal

Jussimara Souza Steglich  defende mais informação sobre a saúde sexual feminina no envelhecimento – Divulgação/Arquivo pessoal

Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico. 

“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.

No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida. 

Fonte: EBC Saúde

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