Saúde
Concurso para área médica de hospitais universitários será no domingo
Saúde
A prova objetiva do concurso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares para área médica ocorrerá neste domingo (29) em todo o país, a partir das 14 horas, no horário de Brasília. A estatal vinculada ao Ministério da Educação (MEC) mudou o nome de Ebserh para HU Brasil.

O local de prova pode ser pesquisado no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do certame.
Essas unidades atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e, ao mesmo tempo, apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Provas
As provas objetivas têm caráter eliminatório e classificatório e terá duração de quatro horas, sendo permitida a saída dos candidatos a partir de duas horas do início.
Os portões serão fechados às 13h30, no horário de Brasília.
É recomendado que os candidatos cheguem com 60 minutos antes do fechamento dos portões.
Os candidatos devem portar um documento de identidade com foto físico, o cartão de convocação para as provas e caneta esferográfica azul ou preta.
Os equipamentos eletrônicos como celular, notebook, relógio, entre outros, devem permanecer desligados e armazenados no local indicado pelos fiscais de sala de prova.
Se, por algum motivo, o telefone emitir qualquer tipo de som, o candidato será imediatamente eliminado do concurso público.
Vagas
Atualmente, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (HU Brasil) administra 45 hospitais universitários federais na rede.
O concurso disponibiliza mais de 150 vagas para 96 cargos e/ou especialidades médicas nos hospitais universitários vinculados à rede.
Dentre as especialidades com vagas imediatas do processo seletivo estão inclusas as áreas de cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, pediatria, anestesiologia, cardiologia e oncologia, além das áreas definidas conforme a necessidade de cada hospital.
Próximos passos
O gabarito preliminar será divulgado nesta segunda-feira (30). Os participantes poderão apresentar recursos entre os dias 31 de março e 1º de abril.
A segunda parte do certame corresponde à prova de títulos acadêmicos, de caráter classificatório. Somente os candidatos que forem aprovados na prova objetiva serão convocados para esta etapa.
Os resultados definitivos da prova objetiva serão disponibilizados em 11 de maio.
Todas as orientações sobre o concurso estão no edital público do concurso.
Saúde
Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista
Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa.

“A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo.
A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”.
Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo.
De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”.
Doenças atreladas
Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico.
“Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista.
No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
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