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Capitão de navio com surto de hantavírus deixa a embarcação

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Após o desembarque completo de passageiros e da tripulação, o capitão do navio de cruzeiro MV Hondius, que registrou um surto de hantavírus, deixou a embarcação neste sábado (23). A informação foi confirmada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Acabei de receber a última mensagem do capitão Jan Dobrogowski, que finalmente desembarcou do navio de cruzeiro MV Hondius hoje. Ele permanece sem sintomas de hantavírus. Até o momento, 12 casos, ao todo, foram reportados à OMS e três mortes. Nenhuma morte foi reportada desde o dia 2 de maio.”

Ainda de acordo com Tedros, todos os passageiros e a tripulação estão agora em quarentena, sob rigorosa vigilância para que possam receber cuidados médicos caso haja necessidade.

“Sou profundamente grato pela cooperação e liderança de Jan, que conduziu o navio por uma jornada extraordinária e assustadora. Obrigado, querido Jan, por guiar seus passageiros em segurança”, concluiu o diretor-geral da OMS.

Entenda

A hipótese principal a ser considerada, segundo a OMS, é que o primeiro caso de hantavírus no navio tenha adquirido a infecção antes de embarcar no cruzeiro, por meio de exposição em terra.

De acordo com a entidade, as evidências sugerem transmissão subsequente de pessoa para pessoa a bordo do navio. “Isso também é corroborado por uma análise preliminar das sequências, que mostram similaridade quase idêntica entre diferentes casos”.

No último dia 12, Tedros disse não haver indícios de um surto maior de hantavírus. “Considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, avaliou, durante coletiva de imprensa.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

SUS volta a aplicar duas doses de reforço da vacina contra a pólio

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A partir de agosto, todas as crianças de 4 anos vão receber mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite. Com isso, o Sistema Único de Saúde (SUS) volta a oferecer o esquema que era feito até 2024, mas agora exclusivamente com a vacina injetável. 

Até aquele ano, todas as crianças recebiam três doses da vacina injetável, feita com o vírus inativado. E, posteriormente, duas doses de reforço com a vacina oral, de vírus enfraquecido, a famosa gotinha. 

No entanto, como em situações muito raras, o vírus atenuado da vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença, o Ministério da Saúde decidiu utilizar exclusivamente a vacina injetável, suprimindo a segunda dose de reforço.

Com a mudança mais recente, o esquema volta a ser: 

  • Três doses aos 2, 4 e 6 meses para conferir proteção básica;
  • Duas doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade, para complementar a prevenção. 

Nas cinco ocasiões serão aplicadas a vacina inativada injetável. Todas as crianças menores de 5 anos que não tiverem recebido as cinco doses devem ser levadas ao posto de saúde para verificar a necessidade de atualização vacinal. 

A mudança no esquema de vacinação foi decidida após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em uma nota técnica na semana passada. Ela passa a valer a partir do dia 3 de agosto. 

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabela Ballalai, explica que o reforço é necessário porque a proteção conferida pela vacina cai com o passar do tempo. Logo, as doses adicionais garantem que ela permaneça alta. 

“A pólio está controlada entre nós. No entanto, a situação mundial vem apresentando surtos localizados que preocupam e aumentam o risco de chegar ao país. Então é melhor manter o esquema de dois reforços. Este é o padrão da Organização Mundial de Saúde”, complementa. 

Ainda de acordo com Isabela Ballalai, a vacina é recomendada aos menores de 5 anos porque essa é a faixa etária que têm maior risco de desenvolver quadros graves após a infecção pelo vírus. No entanto, em situações de surto, os adultos também podem ser vacinados. 

O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e em 1994 recebeu o certificado de área livre de circulação do vírus. No entanto, apesar de estar erradicado em grande parte do globo, o vírus da polio ainda circula em alguns países e a vacinação é a única forma de prevenir a doença e evitar que ela volte a causar surtos, como foi no passado.

Entre os anos de 1968 e 1989 o Brasil registrou mais de 26 mil infecções por pólio. Geralmente o vírus causa sintomas leves, mas ele pode atingir o sistema nervoso central e causar paralisia e morte. Por isso, a poliomielite também é chamada de “paralisia infantil”. 

 

Fonte: EBC Saúde

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