Saúde
Campanha de vacinação contra a gripe começa neste sábado em SP
Saúde
A partir de sábado (28) idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas podem tomar a vacina contra a gripe no estado de São Paulo. O imunizante estará disponível para o grupo prioritário em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A campanha vai até 30 de maio e a meta é vacinar 90% do público-alvo, estimado em 18,8 milhões de pessoas.

A imunização é a principal forma de prevenção contra a influenza e ajuda a reduzir casos graves, internações e mortes, especialmente no período de maior circulação de vírus respiratórios. Até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recebeu cerca de 3 milhões de doses, que estão sendo distribuídas aos 645 municípios paulistas.
Neste ano, até a última sexta-feira (20/3), o estado registrou 5.801 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza e 401 óbitos. Segundo a a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES, Regiane de Paula, a vacinação contra a influenza é a principal estratégia para prevenir casos graves, internações e óbitos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes e idosos.
“Com a chegada do outono e o aumento da circulação de vírus respiratórios, é fundamental que a população procure a unidade de saúde mais próxima para garantir proteção no período de maior risco.”
Também fazem parte da lista de grupos prioritários de vacinação:
- profissionais de saúde;
- professores do ensino básico e superior;
- povos indígenas;
- quilombolas;
- pessoas em situação de rua;
- profissionais das forças de segurança e salvamento;
- profissionais das Forças Armadas,
- pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais,
- pessoas com deficiência permanente;
- caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso;
- trabalhadores dos correios;
- trabalhadores portuários;
- população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens que cumprem medidas socioeducativas
Em caso de dúvidas sobre a vacinação ,como efeitos colaterais, eficácia das vacinas, doenças imunopreveníveis e quais os perigos ao não se imunizar, basta acessar o portal Vacina 100 Dúvidas.
Saúde
Governo federal entrega veículos para ampliar acesso ao SUS
O governo federal entregou neste sábado (9), em Campinas, interior paulista, veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, em uma estratégia para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foram entregues 12 micro-ônibus destinados ao transporte de pacientes do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), além de 20 ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) 192 e três Unidades Odontológicas Móveis, beneficiando 32 municípios. O investimento é de R$ 14,4 milhões pelo Novo PAC Saúde.
“Além micro-ônibus, estamos entregando também uma clínica odontológica móvel que vai até onde a população está, atendendo áreas rurais, distritos, escolas e igrejas. Também estamos reforçando as ambulâncias do SAMU”, disse o ministro Alexandre Padilha, que participou do evento.
“Ficamos seis anos sem renovação da frota e, desde 2023, com o presidente Lula, já estamos entregando mais de 3 mil ambulâncias para fortalecer o atendimento de urgência e emergência em todo o país.”
Em abril, São Paulo havia recebido outros 30 micro-ônibus. Com a nova entrega, a atual gestão federal soma 145 veículos entregues ao estado.
No âmbito nacional, o Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde prevê a entrega de 3,3 mil veículos, que serão distribuídos em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
Vacinação
Em um momento simbólico, o ministro da Saúde vacinou gestantes durante visita a Campinas. Segundo a pasta, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês.
A imunização é oferecida pelo SUS e garante proteção aos recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, período de maior vulnerabilidade às complicações respiratórias.
“Nossa meta era vacinar 1 milhão de gestantes contra o VSR até o Dia das Mães, e alcançamos essa marca já nesta semana. Estamos falando de uma vacina fundamental para proteger bebês e gestantes, que na rede privada custa cerca de R$ 1,5 mil”, disse o ministro.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também apresentaram redução de 63%, caindo de 72 óbitos para 27 mortes.
A vacina passou a integrar o SUS em 2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).
“A vacina estimula a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é fundamental nos primeiros meses de vida, e estudos clínicos demonstram eficácia de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves em bebês nos primeiros 90 dias após o nascimento”, explicou o ministério, em nota.
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