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Butantan busca voluntários para teste de vacina da gripe para idosos

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O Instituto Butantan está recrutando voluntários com 60 anos ou mais, residentes de 15 municípios de nove estados brasileiros, para realizar ensaio clínico da nova vacina contra a gripe em idosos.

A nova vacina do Butantan possui uma substância em sua composição para aumentar a proteção contra a gripe em idosos, que naturalmente possuem imunidade reduzida e são mais suscetíveis a complicações da doença.

Podem participar homens e mulheres de 60 anos ou mais que estejam saudáveis ou com comorbidades tratadas, como diabetes e hipertensão, e clinicamente estáveis. Não serão aceitos indivíduos com imunodeficiência ou doenças não estabilizadas.

“A população de 60 anos ou mais enfrenta um processo chamado de imunossenescência, que faz com que a resposta protetora às infecções e às vacinas contra a gripe seja menor em comparação à população adulta ou adolescente”, explica a gestora médica de Desenvolvimento Clínico do Butantan Carolina Barbieri, responsável pelo estudo.

Em razão desta particularidade, o Instituto Butantan está desenvolvendo uma nova vacina contra a gripe. “É uma vacina aprimorada, adjuvada, a fim de gerar uma maior proteção e evitar ainda mais complicações, hospitalizações e óbitos pelo vírus influenza entre os mais velhos”, afirma Carolina Barbieri.

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Os participantes voluntários serão acompanhados durante seis meses. Na primeira etapa do estudo, que teve início em janeiro de 2026, com 300 voluntários, o imunizante demonstrou um perfil de segurança satisfatório, de acordo com a avaliação do Comitê de Monitoramento de Dados e Segurança.

A nova fase amplia o número de participantes para 6,9 mil e dá continuidade à avaliação de segurança e resposta imune da vacina. Poderão participar residentes de 15 municípios brasileiros:

  • Bahia: Salvador
  • Sergipe: Laranjeiras
  • Rio Grande do Norte: Natal
  • Pernambuco: Recife
  • São Paulo: Valinhos, Serrana, São José do Rio Preto, Campinas, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Paulo.
  • Minas Gerais: Belo Horizonte
  • Espírito Santo: Vitória
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre

Os interessados  deverão procurar os centros de pesquisa de seus municípios, conforme os endereços abaixo:

Nordeste

– Associação Obras Sociais Irmã Dulce – Salvador (BA)

– Centro de Pesquisas Clínicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Laranjeiras (SE)

– Instituto Atena de Pesquisa Clínica – Natal (RN)

– Plátano Centro de Pesquisa Clínica LTDA – Recife (PE)

Sudeste

– A2Z Clinical Centro Avançado de Pesquisa Clínica – Valinhos (SP)

– Centro de Pesquisa S / Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP) – Serrana (SP)

– Fundação Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto (FUNFARME) – São José do Rio Preto (SP)

– Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) – Campinas (SP)

– Centro de Pesquisa Clínica Santa Casa de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto (SP)

– Núcleo de Estudos sobre Infecção Materna, Perinatal e Infantil (NEIMPI) – Ribeirão Preto (SP)

– Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) – São Caetano do Sul (SP)

– CP Quali Pesquisa Clínica – São Paulo (SP)

– Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS – São Paulo (SP)

– Centro de Terapias Avançadas e Inovadoras – CT Terapias Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – Belo Horizonte (MG)

– Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) – Belo Horizonte (MG)

– Centro de Avaliação de Medicamentos e Especialidades de Pesquisa (CENDERS) / Vitória Clinical Institute – Vitória (ES)

– Centro de Pesquisa Clínica e Diagnóstico do Espírito Santo (CEDOES) – Vitória (ES)

Centro-Oeste

– Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) – Campo Grande (MS)

Sul

– Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) – Porto Alegre (RS)

– Hospital Moinhos de Vento – Porto Alegre (RS)

 

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Lei define padrões de qualidade a hospitais particulares

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta segunda-feira (28), uma lei que visa aprimora a qualidade e fiscalização dos serviços de saúde prestados pela iniciativa privada.

A lei cria a Estratégia Nacional de Controle e Avaliação da Qualidade da Assistência à Saúde prestada pela Iniciativa Privada.

O texto fixa padrões de qualidade que devem ser cumpridos por hospitais e clínicas particulares. Esses padrões de qualidade devem ser estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O texto também prevê a divulgação periódica dos resultados de qualidade, bem como estabelece multas, que variam de R$ 5 mil a R$ 500 mil, para instituições que não cumprirem os requisitos.

O projeto de lei foi apresentado em 2024 pelo então senador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após sofrer um drama familiar. Seu filho, Marcelo Dino, morreu em 2012 após chegar a um hospital particular com crise de asma.

Ao assinar a sanção do projeto de lei, Lula telefonou para Dino.

“Vou sancionar agora a lei da dor de um pai. Eu não queria sancionar sem falar com você”, disse o presidente. Lula sancionou a lei durante sua passagem por Belém, ao visitar o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará.

Relembre o caso

No dia 13 de fevereiro de 2012, Marcelo Dino, com 13 anos, deu entrada no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, com uma crise de asma.

Segundo nota divulgada à época pelo hospital, a criança foi encaminhada diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo estabilizada, mas relatou dificuldade para respirar durante a madrugada. Ainda segundo o hospital, as equipes tentaram reverter a crise, mas o garoto acabou não resistindo e morreu às 7h do dia seguinte.

Segundo Dino e a mãe de Marcelo, Deane Fonseca, a médica plantonista da UTI pediátrica havia abandonado o posto, o que resultou na demora no atendimento adequado ao filho. Uma médica e uma enfermeira chegaram a ser investigadas e processadas na esfera criminal por suposto homicídio culposo (sem intenção de matar), mas foram absolvidas por falta de provas em 2018.

Dino e Deane processaram o hospital e, em 2025, a Justiça fixou o valor de R$ 600 mil para cada. Dino informou, à época, que o dinheiro seria doado. 

Fonte: EBC Saúde

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