Política
Inscrições para as palestras de Fernando Mitre e Marcelo Vitorino encerram amanhã (23)
Política
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) realiza, na próxima quinta-feira (29), às 19h, no Teatro Zulmira Canavarros, a cerimônia do 1º Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. Antes da divulgação dos vencedores, a programação inclui duas palestras que reforçam o caráter formativo da iniciativa e promovem reflexões qualificadas sobre comunicação, política e democracia. As inscrições são gratuitas, seguem abertas até esta sexta-feira (23) e podem ser feitas pelo site oficial da ALMT, www.al.mt.gov.br, com emissão de certificado.
Entre os palestrantes, Fernando Mitre, jornalista e analista político, e Marcelo Vitorino, publicitário e consultor de marketing político, dois nomes de referência nacional que abrilhantam a noite com reflexões atuais e complementares sobre os desafios da comunicação contemporânea.
Fernando Mitre – Com mais de seis décadas de atuação no jornalismo, Mitre construiu uma trajetória diretamente ligada aos principais momentos da história política recente do país. Fundador do Jornal da Tarde, ex-diretor de redação e referência na cobertura eleitoral, Mitre segue em atividade como apresentador do Canal Livre, comentarista da Band e colunista da BandNews TV. Na palestra “A missão do jornalismo na cobertura ética de uma eleição”, o jornalista propõe uma reflexão objetiva sobre o papel da imprensa em tempos de desinformação, compartilhando experiências acumuladas ao longo de mais de 50 eleições acompanhadas de perto. Durante o evento, Mitre também estará autografando exemplares do livro Debate na Veia – Democracia no Centro do Jogo.
Marcelo Vitorino – É um dos principais especialistas em marketing político e comunicação estratégica do Brasil. Com mais de 20 anos de experiência em campanhas eleitorais e na comunicação de governos, Vitorino é professor da ESPM e do IDP e autor de obras voltadas à formação de profissionais da área. Em sua palestra, “A inteligência artificial como aliada da comunicação”, ele abordará o impacto das novas tecnologias no cotidiano profissional. De uma forma prática e acessível, Vitorino apresentará como ferramentas de IA já auxiliam na pesquisa, organização de informações e produção de conteúdo, ampliando a eficiência e a qualidade do trabalho comunicacional.
1º Prêmio ALMT de Jornalismo – a iniciativa integra as comemorações dos 190 anos do Parlamento Estadual e recebeu 293 trabalhos de profissionais de comunicação de todo o estado. A premiação reconhece produções jornalísticas que contribuem para aproximar a sociedade das atividades do Poder Legislativo, valorizando a informação de interesse público. Durante a cerimônia, serão premiados os trabalhos classificados em primeiro, segundo e terceiro lugares, com valores de R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, respectivamente, além do Troféu Parlamento e placas de homenagem.
Serviço
Evento: 1º Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. Palestras com Fernando Mitre e Marcelo Vitorino.
Quando: 29 de janeiro, às 19h.
Onde: Teatro Zulmira Canavarros.
Fonte: ALMT – MT
Política
Simpósio sobre Autismo da ALMT expõe falhas do Estado e cobra efetivação de leis em MT
A necessidade de uma atuação mais efetiva do poder público marcou a 6ª edição do Simpósio sobre Autismo com o tema “Integração entre Educação, Saúde e Inovação na Construção de uma Rede de Cuidado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA)”, realizada nesta segunda-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O deputado estadual Wilson Santos (PSD) que conduziu os trabalhos, destacou que o estado possui mais de 30 leis e propostas engavetadas que precisam ser executadas com urgência para assegurar o direito e a dignidade das famílias.
“Neste encontro, estamos cobrando as instituições e autoridades, os compromissos e promessas que foram realizadas. Foram dezenas de leis aprovadas por esse parlamento, candidatos às prefeituras, ao legislativo, ao governo do estado e nós estamos então, realizando esse seminário para tratar especialmente da cobrança, porque é um tema importante e as leis precisam sair do papel e os compromissos precisam ser cumpridos. O objetivo desse evento é cobrar das autoridades ações concretas em favor do autismo”, explica o parlamentar.
Ele, que é autor de 15 leis na Casa de Leis – baseadas em reivindicações da sociedade para fortalecer a rede de proteção e estruturar as políticas públicas -, avalia que é preciso que o estado execute as propostas aprovadas em prol das famílias mato-grossenses. “A gente luta para fazer uma lei, não é fácil, analisa os pontos constitucionais e legais, estuda, e depois de um longo tempo consegue aprovação final. E depois ela não é aplicada. O estado não cumpre a lei. O fiscal da lei é o Ministério Público Estadual (MPE) e o estado tem que cumprir a lei”, relatou Wilson Santos
Auditoria – Além de não cumprir a legislação vigente, a representante do conselheiro Guilherme Maluf do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Karisia Cardoso, que é secretária do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), apresentou os trabalhos preliminares realizados de auditoria operacional sobre a atenção à criança com deficiência e TEA para avaliar a efetividade, acesso e qualidade dos serviços. Um dos pontos preocupantes é que o levantamento mostra que as políticas públicas desenvolvidas pelo estado ao público autista e seus familiares – não estão causando impacto no campo social por falta de funcionamento.
Para complementar, o supervisor e auditor do TCE, Denisvaldo Ramos, explica que o NPP tem um papel importante para o autismo de Mato Grosso, pois analisa os atos públicos de modo geral para compreender o verdadeiro cenário. Durante o simpósio, ele apresentou dados preocupantes da atuação da gestão estadual com o tema. “O nosso intuito é fazer o trabalho e levar o resultado para a ponta. Enquanto não vermos o resultado na ponta, não estaremos satisfeitos com a política pública. Temos que buscar alinhar a política pública ao resultado finalístico”, explica.
Dentre os dados apresentados por ele, mostra que a política pública está desassistida pelo poder público já que há um grupo condutor – que envolve diversos atores – que não se reúne desde janeiro de 2024. Sem contar as falhas no processo de monitoramento do tempo de espera do paciente para ser atendido, unidades de saúde que não asseguram uma quantidade de equipe mínima exigida pela Nota Técnica do Ministério da Saúde.
“Há ausência de rubrica orçamentária, sendo essa uma peça fundamental – não existe para TEA e para demais especificidades. Ausência de profissionais especialistas que interferem nesta política pública. Sem contar que desde 2009, a Programação Pactuada e Integrada (PPI) não é executada, os repasses do estado para os centros especializados mantiveram o valor mínimo e 99% da manutenção estão sendo financiados pelos governos federal e municipais. O estado tem uma mera contrapartida em algo de aproximadamente de R$ 2,5 mil por mês que não dá para pagar um serviço de limpeza”, relatou o auditor do TCE.
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram apontadas 41.242 pessoas com TEA, conforme Denisvaldo, são elementos declaratórios e subnotificados. “Depois destes dados, identificamos que houve uma explosão real em campo, com crescimentos de 2021 e 2026 – a exemplo de Sinop que tinha 240 para mil alunos laudados e de 400 a 800 diagnósticos atendidos e Sorriso de seis para 105 alunos nível 3”, informou o supervisor aos participantes do evento.
Ele também relatou que uma das preocupações do TCE foi a produtividade dos servidores entre os anos de 2024 e início de 2026 que estão desenvolvendo a política pública. “A produtividade documentada está em 78% abaixo do parâmetro interno de atendimento. Corroboramos com outros nove documentos. Pontos ociosos e nos preocupou demais. Há vontade de fazer política pública para acontecer, mas há problemas estruturais. E uma das preocupações das famílias é o abandono forçado – por falta de ausência de políticas públicas”, complementou.
De acordo com Denisvaldo, no momento está sendo feito os devidos levantamentos dos 142 municípios, sendo encaminhado via questionário para obter as informações necessárias. Logo, será finalizado o relatório para que o TCE faça as recomendações estratégicas para a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será acompanhada a execução. “Vamos ter que trabalhar a parte da governança financeira e revisão técnica PPI não se faz política pública sem recursos. É preciso que o estado melhore neste ponto. A questão da baixa produtividade traz para a política é assustadora. Mesmo assim, a própria gestão foi colaborativa no processo com o TCE”, declarou.
“Parabenizo o TCE por essa auditoria que revelou a grande verdade. O estado é terra arrasada quando o assunto é o autismo. O estado está de costas para essa temática e essa carga está sobre os ombros dos municípios e da União. O importante é que no final da auditoria estão as sugestões. Tem gasto do estado que não se justifica e fica mais alarmante ainda quando a gente vê o estado gastando quase zero com essa temática. São famílias, professores em desespero, o estado praticamente está quase nulo”, destacou Wilson Santos.
Além desta palestra, o Simpósio apresentou temas que trataram sobre os desafios enfrentados pelas famílias diante da insuficiência de apoio do poder público, a construção da autonomia na primeira infância, aspectos genéticos relacionados ao TEA, a Casa do Autista, os direitos fundamentais das pessoas autistas, o autismo em mulheres, o cuidado com os cuidadores e os sinais precoces do transtorno.
Fonte: ALMT – MT
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