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Controladoria-geral do Estado envia documentos a serem analisados pela CPI da Saúde

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Na condução dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) reuniu-se, na tarde desta quinta-feira (26), com o controlador-geral do Estado, Paulo Farias, e equipe de auditores, para alinhar a participação da Controladoria-Geral do Estado (CGE) nas oitivas da comissão. O órgão foi responsável pela elaboração de relatórios de auditoria e recomendações dos crimes cometidos por cartel de empresas envolvido na prestação de serviços médicos em hospitais – deflagrado pela Operação Espelho, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso (PJC).

O parlamentar agradeceu ao corregedor pelo envio dos documentos solicitados pela comissão, formalizado no dia 10 de março. A CGE disponibilizou o material dentro do prazo de 15 dias, o que, segundo ele, contribui para o andamento das investigações. Ele também destacou que ainda são aguardadas documentações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), da Polícia Judiciária Civil (PJC), da Polícia Federal, entre outros órgãos competentes.

“A CGE foi um dos órgãos que analisou todas as documentações em referência às denúncias de irregularidades em procedimentos licitatórios na Secretaria de Estado de Saúde (SES), entre 2019 e 2023. Já recebemos as informações solicitadas que serão distribuídas a todos os membros da CPI para análise. Posteriormente, poderemos contar com a presença dos integrantes da CGE para eventuais esclarecimentos”, explicou o parlamentar, que preside a comissão.

De acordo com Paulo Farias, os documentos encaminhados à Assembleia Legislativa reúnem informações produzidas tanto pela própria CGE quanto por outros órgãos, incluindo o judiciário e as polícias civil e federal. “Encaminhamos auditorias, avaliações, orientações técnicas e recomendações. São diversos tipos de produtos, elaborados por diferentes equipes da Controladoria, que agora estão à disposição da CPI”, afirmou.

Wilson Santos também informou ao controlador-geral sobre o convite que será formalizado à CGE para participação em uma das reuniões da comissão. A intenção é aprofundar esclarecimentos técnicos e sanar eventuais dúvidas dos parlamentares. Logo, Paulo se colocou à disposição, mas ressaltou a necessidade de envio prévio de questionamentos específicos para direcionamento às equipes responsáveis. “O trabalho envolveu várias áreas da Controladoria, por isso é importante que a comissão indique previamente os pontos a serem esclarecidos”, pontuou.

A CPI da Saúde já realizou três reuniões ordinárias e tem o próximo encontro agendado para o dia 31 de março, às 9h, na Assembleia Legislativa. Além do presidente Wilson Santos, integram a comissão o vice-presidente Chico Guarnieri (PRD), o relator Beto Dois a Um (PSB) e os membros titulares Dilmar Dal Bosco (União) e Janaina Riva (MDB). Como suplentes, participam Lúdio Cabral (PT), Paulo Araújo (PP), Carlos Avallone (PSDB), Dr. Eugênio (PSB) e Eduardo Botelho (União).

Fonte: ALMT – MT

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TCE-MT capacita conselheiros de saúde para fortalecer controle social nos municípios

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Foto: Alair Ribeiro/TCE-MT

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) iniciou, nesta terça-feira (23), a “Capacitação para o Fortalecimento do Controle na Saúde: Governança e Monitoramento dos Planos”. Realizado pela Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), o encontro visa qualificar a atuação dos Conselhos de Saúde nos 142 municípios de Mato Grosso, resultando no fortalecimento do Controle Social.

Em sua fala de abertura, o coordenador-geral do evento, presidente da Copspas e corregedor-geral do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou o desafio constatado em estudo de campo do Observatório de Dados de Saúde, que indica a necessidade de ampliação da participação dos conselheiros municipais de saúde desde as etapas iniciais do planejamento da Programação Anual de Saúde, bem como o fortalecimento do acompanhamento dos Planos Municipais de Saúde.

“O Plano Municipal de Saúde não pode ser apenas um documento formal, deve ser um instrumento de gestão capaz de refletir a realidade local, orientar prioridades, organizar metas e permitir o monitoramento contínuo dos resultados para corrigir rumos em tempo oportuno, qualificar decisões e garantir maior transparência no uso dos recursos públicos.”, declarou o conselheiro.

Para Maluf, a capacitação representa um passo importante para fortalecer a autonomia, a capacidade de análise e o protagonismo dos conselheiros de saúde no acompanhamento da política pública. “Os conselheiros de saúde exercem um papel fundamental. Não são apenas fiscais ou validadores formais de documentos, mas protagonistas da política pública, representantes da sociedade e parceiros indispensáveis no acompanhamento das ações, das metas e dos resultados”.

O anfitrião destacou ainda o Painel Nacional dos Planos Municipais de Saúde, uma ferramenta de monitoramento desenvolvida pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo em uma iniciativa alinhada entre o Ministério da Saúde, a Atricon, o Instituto Rui Barbosa e o TCE-MT. “Essa ferramenta contribuirá para um acompanhamento mais organizado, integrado e transparente dos planos, fortalecendo tanto a atuação dos Tribunais de Contas quanto o trabalho dos conselhos de saúde no monitoramento das metas e dos compromissos assumidos pela gestão.”

Entre as ações estratégicas conduzidas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, sob a presidência de Sérgio Ricardo, o encontro tem foco no aperfeiçoamento da governança pública e na qualificação dos mecanismos de controle social. Nesse contexto, contribui para o fortalecimento da atuação dos conselhos municipais no acompanhamento e na fiscalização das políticas de saúde.

Ouvidor-geral do TCE-MT e vice-presidente da Copspas, o conselheiro Antonio Joaquim reforçou a importância da capacitação dos conselhos municipais. “Nós não temos capacidade de absorver todas as demandas de fiscalização. Quem tem todos os instrumentos para poder ajudar de forma muito mais completa é a população, que denuncia na ouvidoria ou para qualquer conselheiro. Então, uma capacitação como essa acaba trazendo retorno nas políticas públicas”.

Já o conselheiro Campos Neto declarou estar muito contente com a atuação do Tribunal de Contas de Mato Grosso. “Estamos indo lá na ponta fiscalizar os jurisdicionados. Desejo um feliz curso a todos os participantes”, disse.

Presente na cerimônia de abertura, o secretário de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) em Mato Grosso, René Oliveira Neuenschwander Júnior, ressaltou as frequentes capacitações realizadas pelo TCE-MT. “É fundamental não só o relacionamento entre instituições, mas o relacionamento com o cidadão, que às vezes está carente de ferramentas para o controle social. Não adianta ter boas intenções se não tiver um servidor e um conselheiro capacitados, e é por isso que os cursos do TCE, com esse contato com as prefeituras, são fundamentais.”

Para o presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems-MT), Marco Antônio Norberto Felipe, o evento representa uma nova parceria estratégica entre o Tribunal de Contas e a gestão pública. “É uma capacitação que vai trazer muito benefício a todos os municípios do estado, principalmente nesse momento em que estamos discutindo os Planos Municipais de Saúde. Não tem como fazer saúde pública sem planejamento, porque o Mato Grosso é um estado continental, cada região tem a sua especificidade e seus desafios. Ainda temos muito a avançar, mas eu acho que estamos no caminho certo.”

Representando o Legislativo Estadual, o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Dr. Eugênio, relembrou o papel dos conselhos municipais de saúde, que recentemente passam a atuar como órgãos deliberativos, com capacidade e autonomia para tomar decisões em seus municípios. “Essa capacitação dá aos conselheiros municipais de saúde uma visão muito mais profunda da sua importância no seu município. Eles voltarão para a casa com uma responsabilidade ainda maior de dar continuidade ao aprendizado”, pontuou.

Em sua fala, o procurador-geral interino do Ministério Público de Contas (MPC-MT), William Brito Júnior, ressaltou a atuação formadora do TCE-MT.  “O Tribunal de Contas virou a chave na sua atuação. Ele continua auditando, fiscalizando e julgando as contas de todos os gestores, mas hoje percebeu que é muito mais eficiente trabalhar no preventivo com capacitações, orientações e, nesse caso, uma capacitação específica dos conselheiros municipais de saúde.”

Durante os três dias de curso, os participantes terão acesso à palestras e a nove módulos temáticos ministrados pela auditora de controle externo do Tribunal de Contas do Distrito Federal Tarsila Firmino Ely, e pelo chefe da Assessoria de Transparência e Controle Social da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, AB-Diel Nunes de Andrade.

Participaram ainda da abertura da capacitação o secretário geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e coordenador do Comitê Estadual de Saúde, Agamenon Alcântara Moreno Junior; a subprocuradora-geral de Justiça Administrativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Januária Dorilêo; a chefe substituta do serviço de articulação no Ministério da Saúde, Gleide de Miranda; a assessora do  Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Gisele de Souza Cruz e o superintendente de Avaliação e Consultoria de Saúde, Previdência e Assistência Social da Controladoria Geral do Estado (CGE), Marcos Vinicios Santos.

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