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Um novo começo com a música

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*Por Manoel Izidoro

Julho marca a metade do ano e oferece a oportunidade de olhar para os meses que passaram e para os que ainda estão por vir. É um período em que muitas pessoas reorganizam a rotina, retomam projetos e estabelecem metas. Entre tantos planos, aprender a tocar um instrumento pode ser a decisão que faltava para transformar um sonho antigo em realidade.

É comum adiar esse desejo por acreditar que falta tempo ou que a idade já não é a ideal. No entanto, a música não impõe limites. De crianças a idosos, o aprendizado é acessível em qualquer fase da vida, respeitando o ritmo de cada um e revelando, aos poucos, a satisfação de evoluir a cada aula.

O processo vai muito além de dominar notas e acordes. Praticar um instrumento estimula a concentração, fortalece a memória, desenvolve a coordenação motora e incentiva a disciplina. Ao mesmo tempo, desperta a criatividade, amplia a sensibilidade e proporciona momentos de bem-estar que fazem diferença no dia a dia.

O impacto positivo se estende a todas as idades. Para os pequenos, contribui para o desenvolvimento cognitivo e social. Os adolescentes encontram nessa arte um espaço para se expressar e fortalecer a autoconfiança. Já os adultos encontram uma atividade terapêutica, capaz de aliviar o estresse e exercitar o cérebro.

Outro mito frequente é o de que é preciso nascer com um “dom” natural. Na prática, o aprendizado acontece por meio da dedicação, da constância e da orientação de professores preparados para acompanhar cada aluno de forma individual, valorizando o potencial e os objetivos de cada um.

Estudar em uma escola especializada também significa integrar um ambiente que inspira e acolhe. O contato com outros estudantes, as apresentações e as vivências compartilhadas tornam a caminhada ainda mais motivadora, ajudando a construir memórias que permanecem por toda a vida.

Contar com uma estrutura adequada e uma metodologia de ensino humanizada faz toda a diferença para quem está dando os primeiros passos ou deseja retomar os estudos. Esses ambientes superam o conceito tradicional de salas de aula, oferecendo as ferramentas necessárias e o suporte pedagógico essencial para que cada aluno descubra seu próprio estilo e avance com segurança, transformando o esforço diário em pura arte.

Se a vontade de aprender ficou para depois durante o primeiro semestre, este é o momento de mudar essa história. Começar agora é dar a si mesmo a oportunidade de desenvolver uma nova habilidade e descobrir talentos. Afinal, a hora certa para realizar um projeto não depende do calendário, mas sim da decisão de dar o primeiro passo.

Manoel Izidoro é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá.

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Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!

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O mês de agosto nos convida a refletir sobre uma das maiores feridas da nossa sociedade: a violência contra a mulher. O Agosto Lilás não é apenas uma campanha de conscientização. É um chamado para que todos nós deixemos a indiferença de lado e assumamos o compromisso de proteger vidas.

Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.

Nenhuma mulher deveria viver assim.

É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.

A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.

Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.

Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.

Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.

Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.

Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.

Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.

*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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