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Memórias que não cabem em embrulhos

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*Por Edy Machado

As festas infantis passam por uma transformação significativa. Aos poucos, o acúmulo de presentes dá lugar a algo muito mais valioso, que é a experiência. Celebrar deixa de ser sobre objetos e passa a ser sobre viver momentos que realmente marcam a infância.

Quem convive com crianças percebe com facilidade o que elas levam de um aniversário. Não são os embrulhos ou os brinquedos que se destacam, mas sim os sorrisos, as descobertas e a alegria compartilhada. São essas vivências que constroem memórias afetivas e mantêm a celebração viva muito além do dia da festa.

Nesse novo formato, o brincar ganha protagonismo. Espaços que incentivam movimento, imaginação e autonomia fazem toda a diferença. Correr, pular, explorar e criar histórias tornam a experiência mais leve, natural e significativa, respeitando o tempo e o jeito de cada criança.

As atividades também acompanham essa mudança. Oficinas criativas, circuitos interativos e desafios envolvem diferentes idades e estimulam a participação ativa. Mais do que entreter, essas experiências conectam, despertam interesse e tornam cada festa única.

Outro ponto essencial é a interação. Em um cenário cada vez mais digital, a festa se transforma em um espaço de conexão. O brincar em grupo fortalece amizades, estimula a cooperação e desenvolve habilidades como empatia e respeito, gerando aprendizados que vão além do evento.

Para as famílias, essa nova forma de celebrar traz mais significado. A festa deixa de ser uma soma de itens e se torna um conjunto de sentimentos. Ver os filhos felizes, integrados e aproveitando cada momento tem um valor que não se mede.

O Buffet Fly Park acompanha esse movimento ao valorizar experiências que encantam e envolvem. Cada detalhe é pensado para estimular a alegria, a interação e o brincar livre, criando um ambiente onde o mais importante não é o que se leva para casa, mas o que se vive. No fim, são as memórias que permanecem elas, definitivamente, não cabem em embrulhos.

*Edy Machado é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá.

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Resiliência no ativismo cívico

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Há alguns anos, eu estava na rua. Participei ativamente do Movimento Muda Brasil e fui líder do “Vem Pra Rua” em Mato Grosso. Cobrávamos ética e fim da corrupção. Era voluntário. Há 2 anos e 5 meses sou presidente da CDL Cuiabá. Também voluntário. Sem salário. Sem gabinete luxuoso.

 

Essa trajetória me ensinou: cobrar é fácil. Resolver é chato. E o chato funciona.

 

Hoje, o ativismo virou clique. Todo mundo posta stories reclamando dos buracos, da sujeira nas ruas e praças e da seletividade da justiça. E aí? Nada muda. A performance da indignação substituiu a eficiência da articulação.

 

No ativismo 1.0, a gente lotava a rua, a imprensa mostrava, e houve um impeachment, mas o problema da corrupção, da ineficiência estatal, convenhamos, não acabou. Algo aconteceu, sim. Só que não foi a transformação duradoura que a gente imaginava. No ativismo 2.0, você senta com as autoridades constituídas, mostra e descreve o problema, assina compromissos e volta no mês que vem para cobrar de novo. Sem like. Sem holofote.

 

Resolver problemas e encontrar soluções dá menos like do que reclamar. Mas o like não asfalta rua, não tampa buraco, não traz limpeza, mobilidade, educação financeira. A pressão constante e educada cria pelo menos a expectativa de resolução. E quando a autoridade não resolve? Aí a rua volta, mas com dados, ofício e, se necessário, barulho cirúrgico.

 

Muita gente desiste do associativismo porque acha que “voluntário” significa “não posso cobrar muito”. Engano. Voluntário não é frouxo. É movido a propósito. E propósito cobra mais do que salário.

 

Três regras que aprendi:

 

1. Cobrança sem solução é fofoca. Leve uma ideia. Busque parceria, solução, não inimizade. Algumas respostas independem do setor público.

 

2. A rede social é o gancho, não o martelo. Poste com dados, sem xingamento. E, depois, levante e ligue para quem resolve.

 

3. Voluntário não precisa ser herói, precisa ser insistente. Não desista na primeira negativa. Volte. Recomece.

 

Muitos empresários dizem: “Política é suja, não adianta.” Mas se você não participar, sentar à mesa, vão decidir sua vida sem você. Reclamar é direito. Propor é dever.

 

Troquei a adrenalina do protesto pela paciência da construção. Não é glamoroso. Ninguém aplaude reunião de três horas. Mas quando há melhoras, aquilo não veio de um stories. Veio de um voluntário chato que insistiu.

 

Meu convite: seja voluntário de alguma coisa. CDL, associação de bairro, CVV, conselho escolar. Cobrar sem ser chato, resolver sem holofote, insistir sem desistir.

 

“A rua te ensina a gritar. A mesa te ensina a esperar. E o resultado te ensina que os dois são necessários, mas só um deles constrói.”

*Júnior Macagnam é empresário do setor da moda há mais de 20 anos e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).

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