Opinião
Memórias que não cabem em embrulhos
Opinião
*Por Edy Machado
As festas infantis passam por uma transformação significativa. Aos poucos, o acúmulo de presentes dá lugar a algo muito mais valioso, que é a experiência. Celebrar deixa de ser sobre objetos e passa a ser sobre viver momentos que realmente marcam a infância.
Quem convive com crianças percebe com facilidade o que elas levam de um aniversário. Não são os embrulhos ou os brinquedos que se destacam, mas sim os sorrisos, as descobertas e a alegria compartilhada. São essas vivências que constroem memórias afetivas e mantêm a celebração viva muito além do dia da festa.
Nesse novo formato, o brincar ganha protagonismo. Espaços que incentivam movimento, imaginação e autonomia fazem toda a diferença. Correr, pular, explorar e criar histórias tornam a experiência mais leve, natural e significativa, respeitando o tempo e o jeito de cada criança.
As atividades também acompanham essa mudança. Oficinas criativas, circuitos interativos e desafios envolvem diferentes idades e estimulam a participação ativa. Mais do que entreter, essas experiências conectam, despertam interesse e tornam cada festa única.
Outro ponto essencial é a interação. Em um cenário cada vez mais digital, a festa se transforma em um espaço de conexão. O brincar em grupo fortalece amizades, estimula a cooperação e desenvolve habilidades como empatia e respeito, gerando aprendizados que vão além do evento.
Para as famílias, essa nova forma de celebrar traz mais significado. A festa deixa de ser uma soma de itens e se torna um conjunto de sentimentos. Ver os filhos felizes, integrados e aproveitando cada momento tem um valor que não se mede.
O Buffet Fly Park acompanha esse movimento ao valorizar experiências que encantam e envolvem. Cada detalhe é pensado para estimular a alegria, a interação e o brincar livre, criando um ambiente onde o mais importante não é o que se leva para casa, mas o que se vive. No fim, são as memórias que permanecem elas, definitivamente, não cabem em embrulhos.
*Edy Machado é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá.
Opinião
Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!
Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.
Nenhuma mulher deveria viver assim.
É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.
A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.
Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.
Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.
Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.
Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.
Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.
*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
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