Opinião
Litígio, sinônimo de dinheiro
Opinião
Por Gaylussac Dantas Araújo*
É de conhecimento geral a metáfora do copo meio vazio, utilizada como exercício de framing pelos psicólogos, e que constitui um exemplo clássico de como o ângulo pelo qual enxergamos um fato pode influenciar nossas decisões.
Realmente, há quem veja em tudo seu aspecto negativo, o que poderia representar verdadeira virtude caso se estivesse falando aqui de uma especial e apurada acuidade, capaz de mitigar os perigos da vida.
Infelizmente, é justamente o oposto que geralmente acontece. Sensibilidade acurada só aparente, parvo entorpecimento presente.
E a prova disso é que, da acusação à metade vazia do copo, comumente não se sucede a contemplação da metade preenchida, fato sobre o qual se passa ao largo.
Estultice com disfarce de prudência.
Num mundo altamente competitivo como o que vivemos, os modelos padronizados de negócios, tendem a perder sua atratividade, tal como um elástico muito usado tende a perder sua resiliência.
Mas o estulto abraça o modelo arcaico como que tomando a opção mais segura, quando na verdade submete seu patrimônio a uma verdadeira roleta russa, em troca de pouco. E tudo isso sem alterar minimamente seus níveis de adrenalina.
Sabe-se que a ignorância é anestesiante.
A história não deixa mentir, as grandes quebras de mercado derrubaram impérios financeiros que, deliberadamente autoengessados, não se permitiam mirar lucros de dois dígitos anuais. Como que lucrar pouco fosse garantia de não quebrar!
Meia dúzia de pessoas no Brasil passaram a enxergar o “ativo estressado” como o melhor formato de investimento possível.
Quando o negócio mais seguro existente também representa o negócio mais lucrativo, o litígio judicial vira sinônimo de dinheiro.
Diz a parábola que não convém jogar pérolas aos porcos, porém, como esse problema também é algo quantificável, deixo a dica: jamais cogite dois dígitos.
Que o cético da bitcoin tenha aprendido a lição!
Opinião
Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!
Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.
Nenhuma mulher deveria viver assim.
É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.
A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.
Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.
Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.
Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.
Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.
Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.
*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
-
Política5 dias atrásFabinho Tardin oficializa candidatura e disputa novo mandato como deputado estadual
-
Polícia7 dias atrásPolícia Militar conduz quatro faccionados e apreende armas de fogo
-
Política5 dias atrásCoronel Fernanda diz que prioridade do PL é eleger Flávio Bolsonaro: “meu interesse é coletivo”
-
Entretenimento6 dias atrásBruna Biancardi exibe barriguinha da terceira gravidez em look fitness
-
Mato Grosso6 dias atrásProjeto do MPMT reforça papel dos homens no enfrentamento à violência
-
Saúde6 dias atrásCasos de sarampo sobem para 16 em São Paulo
-
Entretenimento6 dias atrásTàmires Assîs se apresenta como Cunhã-Poranga do Boi Garanhão em festival
-
Mato Grosso6 dias atrásAgosto da Segurança Institucional começa com palestra no MPMT
