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Fibrose Cística: quando a informação acolhe e salva vidas

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*Por Katiuscia Manteli

A fibrose cística é uma doença que muitas vezes passa despercebida pela maioria da população, mas que transforma a rotina de quem convive com ela. Afeta a respiração, o sistema digestivo e, até mesmo, o simples ato de viver o dia a dia. Afeta famílias inteiras, que aprendem a adaptar horários, tratamentos e expectativas. Por isso, a criação do Dia Municipal de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística, instituído pela Lei nº 7.375 de 2025, representa um gesto de cuidado com pessoas que, na maior parte do tempo, lutam sem que suas histórias sejam conhecidas.

A data, celebrada em 5 de setembro, é uma oportunidade para que a sociedade volte o olhar para quem vive com a doença, para que o diagnóstico precoce seja incentivado e para que mais famílias recebam o apoio que precisam. Conhecimento salva vidas, e a lei nasce justamente para ampliar esse alcance.

As campanhas educativas, os seminários e todas as ações previstas são instrumentos que ajudam a tornar a cidade mais consciente. Quando pais reconhecem sinais que antes passariam despercebidos, quando um adolescente entende que sua dificuldade de respirar tem explicação e tratamento, quando profissionais de saúde estão mais preparados para orientar e acolher, estamos falando de uma mudança real. Informar é, também, uma forma de abraçar.

Outro ponto essencial é o acesso aos medicamentos e tratamentos adequados. Quem convive com a fibrose cística sabe o quanto essa garantia pode representar esperança. A lei chama atenção para essa necessidade e reforça o compromisso do poder público com a regularidade e a qualidade da assistência oferecida. Lembrar disso todo ano é uma forma de proteger vidas todos os dias.

A fibrose cística não pode continuar invisível. A criação desta data municipal é um passo importante para manter o tema presente, estimular o diálogo e mostrar às famílias que elas não enfrentam essa jornada sozinhas. Que esse dia fortaleça o cuidado e ajude a construir uma rede de apoio mais acolhedora e consciente.

Que esta lei abra portas para mais informação, mais acesso e mais esperança. E que cada pessoa afetada pela fibrose cística encontre, em Cuiabá, uma cidade que a acolhe, compreende suas necessidades e se compromete verdadeiramente com sua qualidade de vida.

*Katiuscia Manteli é jornalista e vereadora em Cuiabá (Podemos).

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Mato Grosso é feito pelas mãos de quem planta

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Antes de ser líder nacional na produção de grãos, carnes e fibras, Mato Grosso é a terra de milhares de famílias que acordam antes do amanhecer para produzir alimentos, gerar empregos e movimentar a economia. É esse trabalho diário que faz do nosso Estado uma referência para o Brasil e o mundo. Neste 28 de julho, Dia do Agricultor, celebramos quem transforma a terra em desenvolvimento e reafirmamos o compromisso de valorizar quem produz.

Instituída em 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek, a data homenageia homens e mulheres que sustentam um dos setores mais importantes da economia brasileira. Em Mato Grosso, esse reconhecimento tem um significado especial, pois o agronegócio e a agricultura familiar caminham juntos na construção da riqueza do Estado.

Como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, acompanho de perto os desafios enfrentados pelos produtores rurais. Ao longo da minha trajetória parlamentar, procurei transformar esse reconhecimento em políticas públicas voltadas principalmente ao fortalecimento da agricultura familiar.

Foi com esse objetivo que apresentei a Lei nº 10.638/2017, que destina 30% das compras da Administração Pública Estadual à produção agropecuária de pequeno porte. A iniciativa ampliou o mercado para milhares de agricultores familiares, garantiu mais renda, incentivou a permanência no campo e fortaleceu a economia dos municípios.

Também apresentei, em 2016, o projeto que reduziu as taxas para comercialização de sementes e mudas em pequenas quantidades, estimulando as hortas caseiras, a produção de alimentos e a geração de renda. Mais recentemente, apresentei o projeto que resultou na Lei nº 13.119/2025, declarando de utilidade pública o assentamento de Cocalinho e garantindo mais segurança jurídica às famílias da região.

Na discussão sobre a Moratória da Soja, minha atuação foi institucional. A Lei nº 12.709/2024 é de autoria do deputado Gilberto Cattani.

Como presidente da Assembleia Legislativa, conduzi a defesa da norma e da posição do Parlamento mato-grossense em favor dos produtores rurais. A legislação foi questionada no Supremo Tribunal Federal, e a Assembleia acompanhou todo o processo até a decisão que manteve sua eficácia.

Depois, o tema ganhou repercussão internacional ao ser citado em investigação comercial aberta pelos Estados Unidos. Em todas essas discussões, reafirmei que Mato Grosso defenderá seus produtores dentro da Constituição e das leis brasileiras.

Esses episódios refletem duas frentes da minha atuação. Como deputado estadual, apresentando propostas para fortalecer a agricultura familiar e a pequena produção; e como presidente da Assembleia Legislativa, defendendo institucionalmente as leis aprovadas pelo Parlamento e os interesses de Mato Grosso.

Neste Dia do Agricultor, renovo minha gratidão a todos que fazem do campo a força que impulsiona nosso Estado. O futuro de Mato Grosso continuará sendo cultivado por quem trabalha com coragem, produz com responsabilidade e transforma cada safra em desenvolvimento para toda a sociedade.

*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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