ARTIGO
Diferença entre ser empreendedor e ser empresário
Opinião
Apesar de serem usados como sinônimos, empreendedor e empresário não são exatamente a mesma coisa. É de grande importância entender essa diferença para quem quer trilhar o caminho dos negócios de forma consciente, bem-sucedida e com sucesso.
O empresário administra uma empresa formalmente constituída. Além disso, ele lida com questões operacionais, como finanças, tributos, processos e gestão de equipe. Já o empreendedor é aquele que tem a visão e a coragem de transformar ideias em realidade, mesmo sem necessariamente estar à frente de uma empresa.
Empreender é um ato de propósito, de transformação e de superação. Por exemplo, nem todo empresário é empreendedor, no sentido de que mantêm o negócio funcionando, mas não inovam ou se arriscam para conseguir se destacar no mundo dos negócios. Porém, muitos empreendedores ainda não se tornaram empresários, mas já estão movendo o mundo com suas ideias, atitudes, coragem e determinação.
Outra forma de identificar a diferença é que o empreendedor precisa de persistência e visão estratégica. Além de serem “criadores” do movimento, eles aprendem com os erros, são guiados pelo propósito e colocam o cliente no centro do negócio. Lembre-se: o sucesso é fruto de muito trabalho e dedicação.
Já o empresário precisa dominar técnicas de gestão, precificação, controle financeiro, deve saber separar as finanças pessoais das empresariais, ter uma reserva de emergência e manter o fluxo de caixa sempre organizado. Logo, é o gestor da operação.
Vale ressaltar que ambos os perfis podem coexistir em uma mesma pessoa, um não anula o outro. O ideal é que o empreendedor também desenvolva competências de gestão empresarial. Por outro lado, o empresário precisa adotar uma mentalidade inovadora. Quando esses dois mundos se encontram, surgem empresas com propósito, lucro e impacto positivo. Agora que ficou claro, você é empreendedor, empresário ou ambos?
(*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.
Opinião
Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!
Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.
Nenhuma mulher deveria viver assim.
É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.
A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.
Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.
Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.
Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.
Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.
Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.
*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
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