Opinião
Da comida à recreação: todas as fases de uma festa infantil
Opinião
*Por Edy Machado
Organizar uma festa infantil envolve expectativa, afeto e muitas decisões. Antes da data, as famílias já planejam cada detalhe. Escolhem o tema, definem os convidados e buscam alternativas que tornem a comemoração inesquecível para todos os presentes.
Por muito tempo, as festas infantis focaram na alimentação e nos momentos tradicionais. O bolo, os doces, os salgados e o parabéns sempre ocuparam lugar de destaque. Esses elementos continuam importantes, afinal, a comida tem um papel afetivo essencial. Ela reúne pessoas, cria conexões e faz parte das lembranças que carregamos. Quem não recorda de uma celebração pelo sabor de um doce preferido ou pelo momento de dividir a mesa com familiares? Essas memórias permanecem vivas porque representam encontros e carinho.
Ao mesmo tempo, as comemorações passam por transformações. Crianças de hoje buscam participação durante todo o evento. Elas querem brincar, explorar, descobrir novidades e compartilhar experiências com os colegas. A comemoração deixou de ser centrada em momentos específicos para se transformar em uma vivência completa.
Agora, a recreação passou a ocupar um espaço mais relevante. Não se trata de oferecer entretenimento passageiro, mas de proporcionar oportunidades para que os pequenos expressem a imaginação e construam lembranças. Brincar é uma necessidade da infância. É por meio das brincadeiras que as crianças aprendem, interagem e experimentam o mundo. Em um aniversário, essa dimensão ganha importância, pois está associada à alegria daquele dia.
A diversão não beneficia apenas os pequenos. Quando os filhos estão envolvidos em atividades seguras, os adultos aproveitam. Os pais conversam com tranquilidade, participam dos momentos em família e vivem a festa sem a preocupação de entreter as crianças.
A praticidade também é valorizada pelas famílias. A rotina exige espaços com estrutura completa, reunindo alimentação, lazer e conforto em um único ambiente. Essa integração facilita a organização e permite focar no que realmente importa, celebrar.
A segurança merece destaque. Toda família deseja que os filhos brinquem livremente em locais preparados. O planejamento e o monitoramento das atividades trazem confiança aos pais, tornando a experiência agradável. Como cada criança possui sua personalidade, oferecer diferentes opções de lazer acolhe perfis distintos, garantindo que todos se divirtam.
As festas infantis são fundamentais para a convivência familiar. Na correria diária, elas reúnem gerações, fortalecendo laços. Uma celebração vai além da decoração. O sucesso vem da união de fatores. O alimento acolhe, o espaço traz conforto e o lazer gera alegria. O que fica são as memórias dos momentos vividos, das risadas e do afeto. É isso que transforma uma festa em uma lembrança eterna.
Edy Machado é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá.
Opinião
O professor brasileiro presta contas demais e decide de menos

Os números descrevem a dimensão do problema. No Global Teacher Status Index, levantamento da Varkey Foundation conduzido em 35 países, o Brasil aparece na última posição em valorização docente. Apenas 9% dos brasileiros acreditam que os alunos respeitam seus professores.
Os indicadores posteriores não corrigem o diagnóstico. O Relatório Global sobre Professores, da Unesco, aponta que apenas 5% dos jovens brasileiros de 15 anos manifestam interesse pela docência. Entre 2009 e 2021, a proporção de professores com menos de 24 anos caiu 42%, enquanto a de profissionais acima de 50 cresceu 109%. Não estamos diante de uma crise de percepção. Estamos diante de uma crise de sucessão.
A causa costuma ser atribuída à remuneração. A remuneração é parte do problema, mas não o explica sozinho. O que corrói a profissão, silenciosamente, é a suspeita permanente.
Em mais de uma década de imersões em sistemas educacionais estrangeiros, observei o funcionamento inverso. Na Finlândia, a formação docente exige mestrado e a seleção admite cerca de um décimo dos candidatos. Não há inspeção nacional das escolas nem avaliação formal individualizada dos professores. A arquitetura do sistema parte de um pressuposto: quem foi rigorosamente formado não precisa ser vigiado.
Aqui, exigimos várias camadas de prestação de contas: registros, relatórios, justificativas, protocolos de comprovação. O docente passa boa parte de sua jornada demonstrando que trabalhou, em detrimento do tempo dedicado a trabalhar.
Não defendo a ausência de accountability. Dirijo instituições e sei que indicadores, metas e transparência são inegociáveis. Defendo que ela se dirija ao projeto pedagógico, e não à competência individual de quem já foi contratado justamente por possuí-la.
Existe alternativa metodológica, e ela já está em uso. Trata-se do Barômetro de Pais, instrumento de escuta sistematizado pela consultora educacional Ayla Huovi a partir de práticas finlandesas de gestão escolar.
O funcionamento é simples e a inversão que ele provoca é profunda. As perguntas dirigidas às famílias são formuladas pelos próprios professores, e não pela direção ou pela área de comunicação. As respostas são consolidadas em um conjunto reduzido de eixos direcionadores, que passam a orientar as decisões pedagógicas do período seguinte. E o resultado retorna às famílias, acompanhado do que será feito a partir dele. A sensação que a família já foi ouvida, diminui a recorrência de intromissões ao longo do período.
A diferença em relação a uma pesquisa de satisfação convencional é a natureza e o objetivo. A pesquisa de satisfação mede a percepção sobre o serviço prestado e, quase sempre, individualiza responsabilidades. O barômetro produz diagnóstico institucional. Ele não pergunta se o professor agrada; pergunta o que a escola precisa enxergar. Quando quem conhece a sala de aula define o que investigar, a escuta deixa de ser gestão de reclamações e passa a alimentar política pedagógica.
Aplicamos o método em nossas escolas e o efeito mais nítido não recaiu sobre as famílias, mas sobre a equipe. O professor que formula a pergunta assume a autoria da resposta. Ele deixa de ser objeto do levantamento e passa a ser seu condutor.
Isso reposiciona a relação com os pais. A confiança das famílias nasce de perceber que o professor detém autoridade técnica reconhecida por seus gestores. Quando a escola trata o docente como executor, a família o trata como prestador de serviço.
Reverter esse quadro é decisão de governança, não de discurso. Passa por selecionar melhor, formar continuamente, remunerar de forma compatível e sustentar publicamente as decisões pedagógicas de quem está em sala.
*Márcia Amorim Pedr’Angelo é psicopedagqoga, fundadora das escolas Toque de Mãe e Unicus, e coordenadora da Unesco para a Educação em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
-
Entretenimento7 dias atrásGraciele Lacerda celebra aniversário de 77 anos da mãe e declara: ‘Mulher incrível’
-
Entretenimento5 dias atrásRick e a esposa casaram no religioso após 30 anos juntos: ‘UM ‘SIM’ PARA SEMPRE’
-
Saúde5 dias atrásBrasileiros se sentem mais saudáveis do que são, diz pesquisa
-
Entretenimento5 dias atrásXuxa anuncia próximo show de ‘O Último Voo da Nave’ e fala de expectativa
-
Entretenimento6 dias atrásFamília de Rick decide realizar velório e sepultamento de forma reservada
-
Entretenimento5 dias atrásCantor Daniel se despede de Rick com homenagem emocionante: ‘Último abraço’
-
Saúde5 dias atrásAnvisa alerta para venda irregular de tirzepatida em pó na internet
-
Cultura7 dias atrásMortes do cantor Rick e de mais quatro pessoas são confirmadas em SC
