Opinião
Crescer não é expandir: o erro silencioso que trava empresários
Opinião
Existe um engano recorrente no mundo empresarial: confundir crescimento com expansão. Expandir equipe. Expandir estrutura. Expandir produtos. Expandir presença digital. Tudo isso pode aumentar o tamanho da operação mas não necessariamente a solidez do negócio. Muitos empresários se tornam maiores, porém mais sobrecarregados, mais pressionados e menos lucrativos. A empresa cresce para fora enquanto o dono permanece desalinhado por dentro. Esse é o erro silencioso que trava negócios promissores.
Empreender é jogo de adulto. E jogo de adulto exige maturidade emocional, clareza de decisão e responsabilidade sobre os próprios resultados. Um negócio consistente não se sustenta apenas em estratégia, marketing ou vendas. Ele se sustenta na estrutura interna de quem lidera. Vejo empresários tentando escalar faturamento sem processos. Buscando novos clientes sem saber reter os atuais. Abrindo frentes sem dominar o que já têm. Isso gera movimento mas não necessariamente evolução.
Um negócio se fortalece quando:
- As decisões são firmes e conscientes
- A operação não depende do humor do dono
- A equipe sustenta resultados
- O faturamento não custa saúde, paz ou família
Empreender é coletivo
Empreender não é uma jornada isolada. Somos seres relacionais. Nos relacionamos e fazemos muito do que fazemos por amor consciente ou inconscientemente.
Por amor: Prosperamos. Expandimos.Falimos.Casamos. Separamos.
E tudo isso gera ecos nos resultados. A empresa não está separada da vida do empresário.Ela responde ao que ele vive, sente e carrega. O fator invisível nos negócios Há uma dimensão pouco considerada no mundo empresarial: a sistêmica. Muitos bloqueios não são técnicos, são emocionais e inconscientes.
Empresários que:
- Têm dificuldade de receber mais do que a família recebeu
- Sentem culpa ao prosperar além dos pais
- Sabotam oportunidades quando começam a dar certo
- Repetem padrões de escassez ou instabilidade
Tentam resolver no mercado o que precisa ser olhado internamente. E o negócio sempre reflete o dono. Se você não olha para o self, para ser você mesmo de verdade, como se torna, de fato, um empresário? A decisão que muda o rumo. A decisão mais estratégica de um empresário não é sobre mercado, é sobre si mesmo. É olhar para a própria história. Honrar. Respeitar.
E, quando necessário, fazer diferente. Quem não conhece a própria história tende a repetir padrões na vida e nos negócios. Expandir é movimento. Estrutura interna é sustentação. Quando a base não suporta, a expansão vira peso. Prosperidade sustentável não nasce da pressa. Nasce de consciência, ordem interna e maturidade. Empresas sólidas são lideradas por empresários que se desenvolvem por dentro. O resto é apenas barulho de resultado rápido com estrutura frágil.
Por Simone Bernardino, Mentora de Empresários, idealizadora do Tour Semear
Opinião
Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!
Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.
Nenhuma mulher deveria viver assim.
É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.
A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.
Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.
Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.
Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.
Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.
Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.
*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
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