Opinião
Ano de fortes emoções para a pecuária
Opinião
O ciclo que se desenha para a pecuária não será de conforto. Será de fortes emoções, decisões duras e de maturidade empresarial no campo. E eu começo pontuando algo que é determinante para que o pecuarista e empresário garanta sua rentabilidade e tenha tranquilidade em 2026, em uma palavra: planejamento.
Não seja pego de surpresa, analise o cenário e esteja preparado para as possibilidades, sejam elas boas ou desafiadoras. Contextualizando, não podemos nos esquecer que em 2025 tivemos guerras ao redor do mundo e dificuldades de relacionamento com os mercados. Mesmo assim, as exportações vão muito bem, obrigado.
Os dados oficiais mostram que Mato Grosso encerrou o ano com um dos melhores resultados de sua história na exportação de carne bovina, com alta de 28,86%. Os produtos do estado chegaram a 92 países, e a China segue como o principal parceiro comercial. Em dezembro, o estado registrou preço médio de US$ 5,6 mil por tonelada, valor que reflete um cenário mais atual.
Mas 2026 promete ser um ano de fortes emoções, com eleições, reforma tributária e cenário internacional bastante movimentado. Vale destacar que temos o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com atitudes que geram mudanças estruturais nas relações comerciais. E tudo que acontece com os Estados Unidos repercute no mundo como um todo.
Apesar do acordo da União Europeia com o Mercosul que deveria facilitar as relações comerciais, podemos ter entraves importantes com a Europa. Não são por questões sanitárias e nem pela qualidade do nosso produto, que é um dos melhores do mundo, mas entraves comerciais e que precisam ser superados.
Nós temos dificuldade de crédito aos produtores rurais brasileiros, fazendo com que parte deles estejam descapitalizados, tendo dificuldade para manter a atividade em um alto nível.
É nesse ponto que a pecuária precisa, mais do que nunca, abandonar o discurso fácil da reclamação. Não existe mais espaço para conduzir a atividade no “eu acho que vai dar certo”. O mercado não recompensa achismo. Quando nós vivemos 35 anos aprendendo e tentando entender o mercado todos os dias, sabemos que o mercado é muito dinâmico, ele muda muito.
O conselho que eu deixo para o amigo pecuarista é que o novo ciclo da pecuária não será fácil. O ano de 2026 exige atenção redobrada, preparo técnico e serenidade para tomar decisões. Não é um ano para ser surpreendido, nem para improvisos. É um ano para quem entende que a atividade mudou e que só seguirá no jogo quem mudar junto com ela.
E finalizo da mesma forma como comecei: produtor, pecuarista, empresário, planeje-se. Não deixe de buscar conhecimento e cercar-se de bons e sérios profissionais. E principalmente consulte fontes confiáveis, informe-se, prepare-se, assim 2026 será um ano que deixará bons resultados. Essa é a nossa torcida.
Maurício Tonhá é pecuarista, leiloeiro de gado e diretor fundador da Estância Bahia.
Opinião
Agosto Lilás, romper o silêncio é um compromisso de todos!
Todos os dias, milhares de mulheres carregam marcas que nem sempre podem ser vistas. Algumas escondem hematomas. Outras convivem com cicatrizes emocionais provocadas por humilhações, ameaças e medo. Muitas permanecem em relacionamentos abusivos porque dependem financeiramente do agressor, não encontram apoio ou perderam a esperança de recomeçar.
Nenhuma mulher deveria viver assim.
É inadmissível que Mato Grosso, um dos Estados que mais cresce economicamente no Brasil, carregue também a triste marca de figurar, pelo terceiro ano consecutivo, entre os que mais registram feminicídios. Esse contraste nos envergonha e reforça que desenvolvimento só é verdadeiro quando preserva vidas e garante dignidade.
A Lei Maria da Penha, que completa 20 anos, transformou o enfrentamento da violência doméstica ao reconhecer que esse não é um problema privado, mas uma grave violação dos direitos humanos. Porém, leis, sozinhas, não mudam a realidade. Elas precisam ser cumpridas e acompanhadas por políticas públicas eficientes.
Foi com esse propósito que apresentamos iniciativas para fortalecer a proteção às mulheres em Mato Grosso. Entre elas, o Projeto de Lei nº 107/2025, que reserva vagas de emprego em contratos públicos para mulheres em situação de violência ou vulnerabilidade social, oferecendo uma oportunidade concreta de reconstrução por meio da independência financeira.
Também são de nossa autoria a Lei nº 11.795/2022, que criou um guia permanente da rede de atendimento às vítimas, e a Lei nº 13.151/2025, que ampliou a mobilização dos homens pelo fim da violência contra a mulher e institucionalizou a campanha Laço Branco no calendário estadual. Afinal, homens de respeito respeitam as mulheres.
Como presidente da Assembleia Legislativa, também solicitei informações sobre a aplicação das mais de 60 leis estaduais já existentes de proteção às mulheres. O desafio não é apenas criar normas, mas fazer com que elas cheguem à vida de quem mais precisa.
Mas nenhuma lei será suficiente sem uma mudança de consciência. A violência nasce, muitas vezes, dentro de casa, alimentada pelo desrespeito, pelo machismo e pela intolerância. O lar deve ser um lugar de acolhimento, nunca de medo.
Neste Agosto Lilás, convido cada cidadão a fazer sua parte. Que acolhamos quem pede ajuda, denunciemos a violência e eduquemos nossas crianças para o respeito, a igualdade e a empatia.
Romper o silêncio é um ato de coragem. Estender a mão é um gesto de humanidade. Construir um Mato Grosso onde nenhuma mulher tenha medo de viver é uma missão de todos nós.
*Max Russi, deputado estadual e atual presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso
-
Política6 dias atrásCoronel Fernanda diz que prioridade do PL é eleger Flávio Bolsonaro: “meu interesse é coletivo”
-
Política6 dias atrásFabinho Tardin oficializa candidatura e disputa novo mandato como deputado estadual
-
Entretenimento7 dias atrásBruna Biancardi exibe barriguinha da terceira gravidez em look fitness
-
Mato Grosso7 dias atrásProjeto do MPMT reforça papel dos homens no enfrentamento à violência
-
Política6 dias atrásMichelle Bolsonaro sela apoio a Medeiros e reafirma: “Meu marido escolheu”
-
Saúde7 dias atrásCasos de sarampo sobem para 16 em São Paulo
-
Entretenimento7 dias atrásTàmires Assîs se apresenta como Cunhã-Poranga do Boi Garanhão em festival
-
Política6 dias atrásFábio Garcia será o vice de Otaviano Pivetta na disputa pelo Governo de MT
