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Seduc lança Projeto Piloto para ensino de Libras nas escolas de Tempo Integral da Rede

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A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) deu mais um passo na promoção da inclusão e da valorização linguística com o lançamento do Projeto Piloto de ensino de Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas Escolas de Tempo Integral Vocacionadas à Línguas Rede Estadual.

Nessa fase inicial, o projeto será desenvolvido nas escolas Honório Rodrigues Amorim, onde as aulas já foram iniciadas, e na Antônio Epaminondas, que aguarda a finalização do processo de contratação de profissional especializado para dar início às atividades.

De acordo com a Seduc, embora o projeto tenha início em unidades vocacionadas, a meta é que a iniciativa sirva como modelo para expansão futura em toda a rede estadual, incorporando ao cotidiano escolar uma dimensão importante de inclusão e comunicação.

O objetivo é que o ensino da Libras ganhe fortalecimento, garantindo que a língua, reconhecida oficialmente no Brasil desde 2002, ganhe espaço efetivo na grade curricular das escolas da Rede Estadual de Ensino.

Professora de Libras, Priscilla Lopes Ferreira, destacou que atuar com estudantes ouvintes tem sido uma experiência enriquecedora e desafiadora, especialmente por se tratar de um projeto piloto. Segundo ela, o ensino da língua de sinais nesse contexto promove uma inclusão real, além de estimular a empatia e o respeito às diferenças dentro da escola.

“Os alunos estão aprendendo Libras como segunda língua, enquanto para mim é a primeira. Estamos aprendendo juntos nesse processo e isso fortalece a troca de experiências e a empatia. Esse projeto contribui muito para a inclusão, pois ajuda os estudantes a compreenderem melhor as diferenças e a importância do respeito com todos”, afirmou.

Com aulas ministradas uma vez por semana, o projeto tem como diferencial pedagógico a intenção de que as aulas sejam aplicadas, preferencialmente, por professores surdos, garantindo maior imersão linguística para os estudantes e fortalecendo a representatividade no processo de ensino-aprendizagem.

A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Coordenadoria de Educação Inclusiva, a Coordenadoria de Escolas de Tempo Integral, Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) e o curso de Letras Libras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Fonte: Governo MT – MT

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Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín

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Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.

* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Foto: Prefeitura de Medellín.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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