Mato Grosso
Seduc abre 3 mil vagas para pós-graduação em TEA; inscrições começam nesta segunda-feira (6)
Mato Grosso
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) abriu, nesta segunda-feira (6.4), inscrições para o processo seletivo simplificado que oferta 3 mil vagas em cursos de pós-graduação e de formação continuada em Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio do programa EducAutismo. A iniciativa é voltada a profissionais da Rede Estadual de Ensino e marca mais um avanço na política de educação inclusiva no Estado.
Podem participar professores, coordenadores pedagógicos, diretores escolares, profissionais de apoio especializado, bem como psicólogos e assistentes sociais que atuam nas unidades escolares e nas Diretorias Regionais de Educação. O objetivo é qualificar ainda mais os profissionais que lidam diretamente com estudantes da educação básica, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no Portal PAS da Seduc, entre os dias 6 e 15 de abril. O candidato precisa preencher o formulário eletrônico com os dados pessoais e acompanhar todas as etapas do processo seletivo no site oficial.
A seleção ocorrerá em etapa única, por meio da análise das inscrições. Além das vagas imediatas, haverá formação de cadastro de reserva. A classificação será organizada pelas Diretorias Regionais de Educação (DREs) e pela Diretoria Metropolitana de Educação (DME).
O edital também prevê a reserva de 10% das vagas para pessoas com deficiência, garantindo igualdade de condições de acesso e participação entre os candidatos.
O curso será ofertado na modalidade híbrida, com aulas on-line e atividades presenciais não obrigatórias, e terá duração mínima de 12 meses. A previsão é de que as aulas tenham início em 15 de maio de 2026.
A certificação será concedida conforme a carga horária cumprida, podendo ser reconhecida como pós-graduação ou extensão universitária, conforme os requisitos mínimos.
A iniciativa integra as ações do Governo do Estado voltadas à inclusão educacional e ao atendimento especializado a estudantes com TEA, ampliando a capacitação dos profissionais da educação para práticas pedagógicas mais inclusivas.
Cronograma
• Inscrições: 06 a 15 de abril de 2026
• Análise das inscrições: 16 a 22 de abril
• Resultado preliminar: 22 de abril (a partir das 18h)
• Período de recursos: 22 e 23 de abril
• Resultado final: 28 de abril
• Convocação: 29 de abril a 4 de maio
• Início das aulas: 15 de maio de 2026
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín
Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.
* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Prefeitura de Medellín.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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