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Polícia Civil prende dois suspeitos de roubo em Várzea Grande

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A Polícia Civil prendeu, nessa segunda-feira (22.12), dois homens, de 21 e 27 anos, suspeitos de praticarem roubos majorados em Várzea Grande.

Conforme investigação policial desencadeada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), ambos são apontados como autores de diversos roubos a empresas no município.

Um desses roubos teria ocorrido em 05 de abril de 2025, em uma distribuidora de bebidas, situada no bairro Jardim Ipanema. Na ação, os suspeitos teriam chegado ao local munidos de arma de fogo, rendido a proprietária da empresa e subtraído cerca de R$ 400,00 reais do caixa e diversos produtos da distribuidora.

Um dos criminosos, de 21 anos, também teria sido reconhecido como executor de outro roubo à mão armada, praticado no dia 04 de dezembro deste ano, em uma empresa situada na Avenida Couto Magalhães. Na ocasião, o suspeito teria chegado ao local munido de arma de fogo, rendido o proprietário e subtraído uma pulseira de ouro.

Além disso, ele também teria sido apontado como autor de outro roubo com uso de arma de fogo. Desta vez, o alvo teria sido um posto de combustível, localizado no bairro Mapin. O crime teria ocorrido no último dia 17 de dezembro. Na ocorrência, o criminoso teria rendido a operadora de caixa e subtraído cerca de R$ 600 reais do caixa.

De acordo com a delegada responsável pela investigação, Elaine Fernandes, um dos suspeitos presos, de 27 anos, conhecido no meio criminoso como ”Gigante”, já possui condenação pela prática de roubo. E o outro investigado, de 21 anos, também responde criminalmente a outros processos pela prática de roubo.

“A prisão desses dois criminosos contumazes é de extrema importância para salvaguardar a ordem pública, sobretudo, nesta época do ano, em que o comércio apresenta grande movimentação de pessoas, haja vista, as festividades de Natal e Ano Novo”, destacou a delegada.

Fonte: Governo MT – MT

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Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín

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Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.

* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Foto: Prefeitura de Medellín.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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