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Polícia Civil cumpre mandados em SP contra grupo criminoso envolvido em golpe do falso presente

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Mato Grosso

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24.2), a segunda fase da Operação Presente de Grego, com foco na desarticulação de um grupo criminoso especializado na prática de fraudes eletrônicas na modalidade conhecida como “golpe do falso presente”.

São cumpridas na operação, 36 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e 26 de bloqueio de bens e valores vinculados aos investigados no valor aproximado de R$ 55 mil, expedidas pela Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá.

Os mandados são cumpridos nas cidades de São Paulo (SP) e Taboão da Serra (SP) com apoio da Polícia Civil do estado de São Paulo.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá, sob coordenação do Delegado Pablo Carneiro, e representa desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro de 2025, quando um dos principais executores do esquema foi preso.

Os prejuízos às vítimas, todas moradoras de Cuiabá, ultrapassariam a casa dos R$ 160 mil.

Modo de ação

Para aplicar o golpe, os criminosos simulavam a entrega de presentes às vítimas, geralmente em datas comemorativas, ocasião em que alegavam necessidade de pagamento de suposta taxa de entrega por meio de maquina de cartão. No momento da transação, eram realizadas cobranças superiores ao valor informado, mediante manipulação do equipamento ou induzimento da vítima a erro.

As investigações identificaram estrutura organizada com divisão de tarefas, envolvendo núcleo executor e núcleo financeiro responsável pela disponibilização de contas bancárias, pulverização dos valores e ocultação do produto do crime.

“As ordens de bloqueio patrimonial visam interromper o fluxo financeiro ilícito, assegurar eventual ressarcimento das vítimas e impedir a continuidade da atividade criminosa”, explicou o delegado.

As investigações prosseguem para aprofundamento da análise patrimonial, identificação de novas vítimas e responsabilização integral dos envolvidos.

Nome da Operação

Presente de grego faz alusão a expressão de origem na mitologia grega, que deixaram um cavalo de madeira como presente para os troianos, que acreditaram que era uma rendição. A expressão é usada para descrever algo que a primeira vista parece algo benéfico, mas, na verdade, pode trazer prejuízos ou armadilhas.

A operação integra os trabalhos o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado

Fonte: Governo MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Fonte: Governo MT – MT

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