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Inscrições para concurso da Sefaz seguem abertas até o dia 27 de janeiro

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Segue aberto até o dia 27 de janeiro o prazo para as inscrições no concurso público da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT). Ao todo, são oferecidas 30 vagas para o cargo de Fiscal de Tributos Estaduais (FTE), com remuneração inicial de R$ 32.971,87.

As inscrições têm valor de R$ 250 e devem ser realizadas por meio de requerimento disponível no site da Fundação Carlos Chagas (FCC), banca responsável pela organização do concurso. A taxa deve ser paga até o dia 28 de janeiro, sob pena de cancelamento da inscrição.

Conforme o edital, a inscrição somente será considerada efetivada após a confirmação do pagamento da taxa ou o deferimento do pedido de isenção.

Em relação à isenção da taxa de inscrição, os candidatos tiveram até o dia 9 de janeiro para protocolar o pedido e apresentar documentação comprobatória. Tiveram direito ao benefício, doadores regulares de sangue, eleitores que prestaram serviços no período eleitoral e candidatos desempregados ou que recebem até um salário mínimo e meio. A lista com os pedidos deferidos e indeferidos foi publicada no site da FCC a partir desta sexta-feira (16).

Pode participar do concurso qualquer pessoa, com nacionalidade brasileira ou portuguesa, que tenha diploma de conclusão de curso de nível superior, devidamente registrado e fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve ter idade mínima de 18 anos completos na data da posse.

Sobre as provas

As provas serão aplicadas no dia 15 de março, nos períodos matutino e vespertino, em Cuiabá. Serão realizadas provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório.

A prova objetiva será dividida em duas partes, conhecimentos gerais e básicos, e conhecimentos específicos, ambas com questões de múltipla escolha. Entre os conteúdos de conhecimentos gerais e básicos estão língua portuguesa, língua inglesa, geografia e história política de Mato Grosso, Direito Tributário, auditoria, economia e finanças públicas, estatística e noções de Direito.

Já na parte de conhecimentos específicos, serão abordados temas como legislação tributária estadual, contabilidade, tecnologia da informação e matemática financeira.

As informações detalhadas sobre o conteúdo das provas, além de orientações sobre horários e etapas do concurso, estão disponíveis no Edital nº 001/2025, publicado no site da Fundação Carlos Chagas.

Fonte: Governo MT – MT

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Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín

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Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.

* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Foto: Prefeitura de Medellín.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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