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Governo de MT investe em asfalto para melhorar logística do sudeste mato-grossense

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O Governo de Mato Grosso trabalha para asfaltar rodovias no sudeste mato-grossense e melhorar a logística de toda a região. Com asfalto novo e recuperação de estradas, os investimentos favorecem o escoamento da produção agrícola estadual, já que o sudeste concentra os principais terminais ferroviários em operação no Estado.

Um exemplo são os investimentos realizados no entorno de Itiquira. O município abriga um grande terminal, mas, antes da atual gestão, não havia uma ligação por asfalto entre a sede municipal e a ferrovia.

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) asfaltou 37,4 km das rodovias MT-040/299, que garantiram essa ligação entre Itiquira e o terminal. A obra recebeu um investimento de R$ 97,1 milhões e vai ajudar no desenvolvimento municipal.

Também foram restauradas duas rodovias no município: a MT-370, que liga o terminal ferroviário até a BR-163, e a MT-299, que liga a sede municipal até a rodovia federal. Foram 131 km de asfalto recuperado em um investimento de R$ 84,4 milhões.

Além disso, o governo também está asfaltando 40,1 km da MT-461. Essa rodovia vai ligar Itiquira até a BR-364, garantindo uma ligação da cidade com duas rodovias federais e também um novo acesso ao terminal ferroviário para todos os municípios que estão no eixo da BR-364.

“Mato Grosso é um Estado que tem grande produção agrícola e, na Sinfra, nós precisamos trabalhar para viabilizar toda essa logística. Os investimentos realizados criam novos caminhos e ligações para os municípios do interior”, afirma o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

O secretário lembra ainda que o governo está fazendo outra importante obra na região**, que é a MT-110**. O Estado já asfaltou o trecho entre Alto Garças e Tesouro. Quando a obra prosseguir até General Carneiro, haverá toda uma nova ligação entre a BR-070 e a BR-364 e depois com o terminal.

“Isso cria todo um novo corredor para os municípios do sudeste e também do Araguaia. As obras que a atual gestão faz também promovem o desenvolvimento e o surgimento de novas oportunidades”, completa o secretário.

Fonte: Governo MT – MT

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Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín

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Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.

* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.

Foto: Prefeitura de Medellín.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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