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Forças de segurança impedem mais duas invasões de terra em municípios de Mato Grosso

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Mato Grosso

As forças de segurança de Mato Grosso confirmaram, nesta segunda-feira (19.1), mais duas invasões de terra frustradas nos municípios de Cuiabá e Poconé. Sete pessoas foram presas em flagrante e levadas para a delegacia. As ações fazem parte do programa Tolerância Zero às Invasões de Terras, do Governo do Estado, que já impediu 64 invasões em território mato-grossense.

Em Cuiabá, a ocorrência foi registrada no bairro Novo Paraíso 2. A polícia foi acionada via Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), após o proprietário denunciar que um grupo de pessoas havia invadido uma construção inacabada, cercada por grande área com vegetação. O plano dos invasores era se instalar no local.

No endereço, os policiais, com reforço de uma equipe do Grupo de Apoio da Polícia Militar (GAP) do 1º Comando Regional da PMMT, localizaram quatro suspeitos, com idades de 47, 42, 39 e 31 anos, realizando o desmatamento da área.

Com o grupo, foram apreendidas seis armas brancas, sendo duas enxadas, quatro foices e dois facões. Diante dos danos causados à propriedade, a representante do proprietário optou pelo registro do boletim de ocorrência. Todas as partes foram encaminhadas à Central de Flagrantes para as providências cabíveis.

Já em Poconé, a Polícia Militar foi acionada depois que a proprietária de uma fazenda denunciou a invasão do imóvel localizado no distrito de Cangas, ao lado de uma escola municipal. Os supostos invasores teriam ameaçado a vítima e iniciado o cercamento da área sem autorização para ocupação. A vítima apresentou a escritura do imóvel e apontou o homem que seria responsável pela liderança da invasão.

Nesse caso, a guarnição constatou que a área, de aproximadamente um quarteirão, já estava demarcada e dividida em lotes, com três suspeitos no local, com idades de 48, 41 e 30 anos. Todas as partes foram encaminhadas à delegacia para as providências legais. Apesar do relato inicial, nenhuma arma de fogo foi encontrada no local.

A ocorrência em Cuiabá foi registrada em 15 de janeiro, e a de Poconé no dia 17. As invasões passaram pela investigação e análise das autoridades policiais nos dois municípios, sendo confirmadas, nesta segunda-feira (19.1), como ocorrências de invasão de terras.

Tolerância Zero às Invasões de Terras

Desde que foi criado, em março de 2023, o programa Tolerância Zero às Invasões de Terras, do Governo de Mato Grosso, já frustrou 64 tentativas de invasões em 48 municípios mato-grossenses.

Com ações integradas, rápidas e eficientes, as forças policiais evitaram as ocupações ilegais e conduziram 363 pessoas às delegacias. Também apreenderam 79 armas, sendo 34 de fogo e 45 brancas (facas, facões, foices, machados, entre outros objetos similares).

*Sob supervisão de Alecy Alves

Fonte: Governo MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

Fonte: Governo MT – MT

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