Mato Grosso
Corpo de Bombeiros promove treinamento de resgate a vítimas de acidentes motociclísticos
Mato Grosso
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) promoveu, nesta terça-feira (11.11), um treinamento prático de Atendimento Pré-hospitalar (APH) voltado ao resgate de vítimas de acidentes motociclísticos.
A atividade foi direcionada aos militares do 1º Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM), localizado em Alto Araguaia (422 km de Cuiabá). O principal objetivo foi aperfeiçoar a integração da equipe, aprimorar a padronização dos procedimentos operacionais e fortalecer a excelência no atendimento à população.
O treinamento abordou procedimentos fundamentais do APH, incluindo a abordagem inicial à vítima, avaliação primária (XABCDE), controle de vias aéreas, verificação de pulso e respiração, imobilização cervical com colar rígido, retirada segura do capacete, imobilização em prancha longa e transporte adequado até a viatura de resgate.
Em seguida, a avaliação secundária foi conduzida dentro da viatura, reforçando as etapas de monitoramento e cuidados até a transferência do paciente para uma equipe médica especializada
“Essas capacitações constantes refletem o compromisso da corporação em manter a prontidão e a eficiência no atendimento às emergências, garantindo segurança, técnica e humanização nas ações de salvamento e resgate”, afirmou o especialista e instrutor na área, soldado BM João Paulo Cordeiro Oliveira.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín
Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.
* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Prefeitura de Medellín.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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