Mato Grosso
Com apoio da Fapemat, pesquisa da UFMT desenvolve embalagem biodegradável a partir de óleo de pequi
Mato Grosso
Pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estudam o desenvolvimento de uma embalagem biodegradável usando óleo extraído do fruto de pequi (Caryocar brasiliense). O projeto recebe apoio financeiro e técnico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), que tem a missão de incentivar e financiar pesquisas científicas com potencial de aplicação prática.
O pequi é um fruto típico do Cerrado com grande produção na região. A pesquisa explora as características do óleo de pequi para incorporar material ativo à embalagem. O estudo busca não apenas a biodegradabilidade do material, mas também propriedades funcionais que possam contribuir para aplicações em armazenamento ou proteção de alimentos, com foco em inovação de materiais de origem natural.
O projeto é coordenado pela professora Paula Becker Pertuzatti Konda, do Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET), campus Araguaia da UFMT.
De acordo com o pesquisador Gabriel Bezerra Cardoso, mestre em Ciências de Materiais, o primeiro desafio foi descobrir a quantidade correta do óleo extraído do pequi a ser incorporada ao acetato de celulose, utilizando polissorbatos, que são emulsificantes responsáveis por homogeneizar as misturas com o óleo.
“Os resultados dos testes mostraram que a concentração ideal foi de 10% de óleo em solução padrão. Para os testes de biodegradabilidade, fizemos embalagens com diferentes composições de polissorbatos, que, em seguida, foram enterradas em solo e monitoradas a cada 30 dias. Os resultados foram positivos, comprovando que o material estava se degradando rapidamente e se decompondo em até 120 dias”, destacou.
Os bioplásticos com óleo de pequi tiveram excelentes avaliações quanto à permeabilidade, opacidade e resistência mecânica. Os resultados indicaram que o material tem alto potencial para funcionar como embalagem ativa na proteção de frutas sensíveis à luz, controlando o fluxo da umidade e do oxigênio.
O uso de insumos derivados de recursos naturais, como o óleo de pequi, faz parte de uma tendência de pesquisa que integra sustentabilidade ambiental à ciência de materiais. Essa linha de investigação tem sido incentivada pela Fapemat ao longo dos anos, com o objetivo de apoiar grupos de pesquisadores na geração de conhecimento aplicável e na formação de recursos humanos qualificados.
O presidente da Fapemat, Marcos de Sá Fernandes da Silva, afirmou que os apoios financeiros da fundação são destinados a projetos em diversas áreas do conhecimento, com o objetivo de promover o fomento à pesquisa científica e tecnológica no estado, estimulando parcerias entre universidades, centros de pesquisa e outros atores do ecossistema científico.
“Projetos apoiados pela Fapemat, como este da UFMT, refletem a atuação institucional no fomento à pesquisa com resultados potencialmente relevantes para setores sociais e produtivos, incluindo alternativas a materiais plásticos convencionais”, pontuou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Combate ao calor extremo – o exemplo de Medellín
Cuiabá já foi poeticamente chamada de “Cidade Verde”, marcada pela sombra generosa de suas árvores e pelo equilíbrio entre urbanização e natureza. Hoje, porém, essa imagem parece cada vez mais distante da realidade.A capital mato-grossense perdeu grande parte de sua cobertura vegetal ao longo dos anos, substituída por asfalto e concreto. A expansão urbana sem planejamento adequado levou à supressão de árvores em ruas, praças e loteamentos, contribuindo para a intensificação das chamadas ilhas de calor.Esse processo não apenas eleva as temperaturas, como também prejudica a qualidade do ar, altera o ciclo da água e reduz os espaços de convivência.Com temperaturas frequentemente acima de 40°C, a população se vê privada de áreas de lazer e convívio social, o que evidencia que o calor extremo não é apenas uma questão climática, é também um problema urbano e social.Essa desigualdade ambiental afeta principalmente as áreas mais vulneráveis, onde há menos infraestrutura e menor acesso a meios de mitigação do calor.Diante desse cenário, é fundamental reconhecer que o problema tem solução e ela já vem sendo aplicada com sucesso em outras cidades do mundo. Medellín, na Colômbia, é hoje um dos exemplos mais inspiradores.A cidade, que também enfrentava o aumento das temperaturas e os efeitos das ilhas de calor, implementou, a partir de 2016, o projeto dos “Corredores Verdes”. A iniciativa consistiu na criação de uma ampla rede de áreas arborizadas interligando ruas, avenidas, rios e espaços públicos. Foram plantadas cerca de 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores, formando mais de 30 corredores ecológicos pela cidade.Os resultados foram expressivos: a temperatura caiu em média 2°C, chegando a reduções de até 3°C em alguns pontos.Além disso, houve melhora significativa na qualidade do ar, retorno da fauna urbana e valorização dos espaços públicos, tornando-os mais agradáveis e acessíveis à população. Mais do que plantar árvores, Medellín adotou um conceito moderno de infraestrutura verde. O projeto incluiu a substituição de áreas impermeáveis por solos permeáveis, a criação de jardins verticais e a integração da vegetação ao planejamento urbano.A cidade compreendeu que árvores não são apenas elementos estéticos: são instrumentos essenciais de política pública, capazes de mitigar os efeitos das mudanças climáticas. A experiência colombiana mostra, com clareza, que o enfrentamento do calor extremo exige planejamento, continuidade e integração entre políticas urbanas e ambientais. Não se trata de ações isoladas, mas de uma estratégia estruturante, baseada na valorização da natureza como aliada no desenvolvimento urbano.Para Cuiabá, as lições são evidentes. É urgente avançar na implementação de um plano efetivo de arborização urbana, com metas claras, escolha adequada de espécies e manutenção contínua. É preciso priorizar a criação de corredores verdes, conectar áreas hoje isoladas, proteger nascentes urbanas e ampliar as áreas de sombra em espaços públicos.
* Alvaro Schiefler Fontes é promotor de Justiça no Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Foto: Prefeitura de Medellín.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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