Mato Grosso
Capacitação sobre educação inclusiva reúne cerca de mil participantes
Mato Grosso
Com cerca de mil inscritos de diferentes regiões de Mato Grosso, teve início na manhã desta quinta-feira (20) a capacitação “Abraçando as Diferenças: Escola para Todos”, promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Realizada em formato híbrido, a formação reúne integrantes do Sistema de Justiça, profissionais da educação e da rede de proteção para debater práticas, desafios e estratégias voltadas à construção de uma educação verdadeiramente inclusiva.As atividades seguem até sexta-feira (21), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, com transmissão ao vivo pelo Microsoft Teams e pelo canal do MPMT no YouTube. A formação tem como objetivo ampliar conhecimentos sobre educação inclusiva e fortalecer ações que assegurem o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem de todos os estudantes no ambiente escolar. Na abertura do evento, o procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa ressaltou que a efetivação da educação inclusiva depende do envolvimento de famílias, educadores, estudantes e da sociedade como um todo. “A educação inclusiva é um dever de toda a sociedade. Antes mesmo de discutirmos as obrigações do poder público, precisamos difundir entre as pessoas a importância de todos ingressarem nessa tarefa de construir uma escola mais inclusiva. Houve um tempo em que a solução encontrada era a segregação. Hoje sabemos que a inclusão é o caminho, mas ela só acontece quando há apoio de toda a comunidade”, afirmou.O procurador-geral destacou ainda que a construção de uma cultura inclusiva deve começar desde cedo, dentro e fora do ambiente escolar. Segundo ele, crianças e adolescentes também precisam ser incentivados a compreender seu papel no acolhimento e no respeito às diferenças. Ao encerrar, desejou que o evento contribua para o fortalecimento das políticas públicas e para o avanço das discussões sobre inclusão escolar em Mato Grosso.Titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado defendeu que a escola seja um espaço de pertencimento, respeito e acolhimento para todos os estudantes. “Já passou o momento de abraçar as diferenças. A escola não pode ser um local de exclusão, de bullying e de intolerância. As pessoas precisam compreender o que é a diferença e entender que nenhuma criança ou adolescente pode ser tratado de forma discriminatória por conta de sua condição. Não podemos aceitar práticas que afastem, isolem ou façam com que alguém não se sinta pertencente ao ambiente escolar”, enfatizou.Paulo Prado ressaltou que a construção de uma educação inclusiva exige compromisso permanente tanto do poder público quanto da sociedade. Para ele, o tema precisa ocupar posição central nas discussões sobre políticas públicas e no planejamento das ações educacionais. “Que este seja um momento de crescimento, de reflexão e de construção de caminhos para que crianças e adolescentes se sintam verdadeiramente abraçados e que a escola seja um espaço para todos”, concluiu.A coordenadora-adjunta do Centro de Apoio Operacional (CAO) de Educação do MPMT, promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, destacou a expressiva participação de profissionais de diferentes áreas e a importância da atuação conjunta das instituições na consolidação de uma educação mais inclusiva. Ela observou que, apesar dos avanços na legislação, ainda há desafios para transformar os direitos assegurados em práticas efetivas no cotidiano escolar. “O que nós esperamos é que essa capacitação alcance de fato todos esses profissionais para que possamos, juntos, construir uma escola para todos na prática”, afirmou.A promotora ressaltou ainda que a mudança da realidade depende do engajamento contínuo dos órgãos públicos e dos profissionais que atuam diretamente com crianças e adolescentes. “Temos uma legislação robusta que garante esses direitos, mas historicamente vimos muitas vezes a realidade se distanciar da sua concretização. A expectativa é que esta formação seja mais um passo para transformar essa realidade e para que possamos olhar para as nossas escolas com a certeza de que são espaços onde todos os alunos são valorizados, acolhidos e têm assegurado o seu direito de aprender e se desenvolver”, finalizou.Já a coordenadora-adjunta do CAO Pessoa com Deficiência, promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, enfatizou que a inclusão passa pelo reconhecimento das diferenças humanas e pela eliminação das barreiras que dificultam a participação das pessoas com deficiência em todos os espaços, especialmente na educação. Durante a abertura, ela lembrou que o Ministério Público atua diariamente na defesa de direitos e no fortalecimento de relações mais inclusivas e empáticas. “Ninguém tem o direito de colocar barreiras à vida da pessoa”, destacou.Ao abordar o papel transformador da educação, a promotora defendeu a valorização das potencialidades individuais. “A educação é o que liberta a todos, e precisamos reconhecer as diferenças para que a educação inclusiva se concretize. Devemos respeitar cada pessoa dentro da sua individualidade, abolindo o capacitismo e criando oportunidades para que todos cresçam e evoluam dentro das suas potencialidades. Isso é fundamental não apenas para as pessoas com deficiência, mas para toda a comunidade escolar, porque forma cidadãos preparados para conviver com as diferenças e construir uma sociedade mais inclusiva”, afirmou.A programação reúne painéis temáticos sobre planejamento pedagógico inclusivo, comunicação alternativa, atendimento educacional especializado e articulação da rede de proteção. O evento também marca o lançamento da campanha de conscientização “Autismo: o respeito começa com a compreensão”.A iniciativa é promovida pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT, em parceria com a Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, o Centro de Apoio Operacional de Educação e o Centro de Apoio Operacional Pessoa com Deficiência, com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Comunic@TEA e Turma do Jiló.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Esportes
Igor Queiroz conquista o UFC BJJ Open em Fort Lauderdale
O brasileiro Igor Queiroz conquistou neste domingo o título do UFC BJJ Open
O brasileiro Igor Queiroz conquistou neste domingo o título do UFC BJJ Open, realizado em Fort Lauderdale, na Flórida. Atleta da Seleção Brasileira de Wrestling e medalhista dos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023, Igor entrou no torneio em um momento de adaptação da sua rotina de treinamentos e após lidar com uma lesão no joelho às vésperas da competição.
Mesmo sem chegar nas condições que considerava ideais, o brasileiro conseguiu apresentar um bom desempenho ao longo do torneio e sair campeão.
A competição reuniu atletas de alto nível e contou com a presença de nomes ligados ao UFC e ao cenário profissional do grappling. Os combates de Igor chamaram atenção principalmente pela intensidade, explosividade e pelo forte jogo de quedas, características construídas ao longo de mais de uma década dedicada ao wrestling.
“Foi uma experiência muito especial. Eu vinha ajustando minha rotina de treinamento e ainda tive uma lesão no joelho antes da competição, então existia uma preocupação sobre como meu corpo responderia. No final, consegui competir bem, impor meu jogo e sair com o título. Foi importante também sentir a reação do público e das pessoas que estavam acompanhando o evento”, afirmou Igor.
A participação no UFC BJJ Open também representa mais um passo na transição do atleta para novos desafios no grappling e nas artes marciais nos Estados Unidos. Apesar da longa trajetória internacional no wrestling, Igor vem ampliando sua atuação no jiu-jitsu e busca transformar sua experiência competitiva em oportunidades dentro do cenário profissional americano.
Natural de Cuiabá (MT), Igor Queiroz possui uma trajetória marcada por competições internacionais, incluindo o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e o quinto lugar no Mundial Sub-23 de Wrestling de 2022.
Agora, com o título conquistado em Fort Lauderdale, o brasileiro pretende seguir competindo nos Estados Unidos e buscando espaço nos principais eventos de grappling do país.
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