Mato Grosso
Ager amplia fiscalização no interior de MT para coibir transporte irregular de passageiros
Mato Grosso
A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) intensificou, ao longo do mês de março, as ações de fiscalização do transporte intermunicipal de passageiros com foco no combate ao transporte clandestino no interior do Estado, especialmente na região norte mato-grossense.
A programação, realizada desde o dia 1º, mobilizou inspetores reguladores em diferentes regiões. As equipes atuaram em cidades como Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Juína, Juara, Novo Horizonte do Norte, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Canarana, Água Boa, São Félix do Araguaia, Barra do Garças e Rondonópolis.
Durante as abordagens, os agentes verificaram as condições dos veículos, a regularidade das operações e o cumprimento das normas estabelecidas pela Agência.
Segundo o diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager, José Ricardo Elias, a fiscalização no interior tem caráter estratégico, especialmente em regiões onde o transporte intermunicipal é essencial para o deslocamento da população.
Foto por Fiscalicalização Ager-MT.
“A regulação rigorosa não é apenas uma exigência legal, mas um compromisso inegociável com a vida e a dignidade dos mato-grossenses. Ao ampliarmos as fiscalizações no interior, estamos não só eliminando o clandestino, que opera à margem das normas de vistoria, qualificação de motoristas e seguros obrigatórios; mas também fortalecendo um mercado competitivo e sustentável, onde as empresas regularizadas investem em frota moderna e atendimento de excelência, beneficiando toda a cadeia econômica do transporte”, declarou.
O superintendente regulador de Transporte Rodoviário da Ager, Neimar Dantas, reforçou que o transporte irregular representa riscos significativos aos usuários e destacou que o objetivo da ação é garantir a segurança da população.
“O transporte clandestino coloca vidas em risco. São veículos que, muitas vezes, não passam por vistorias mecânicas, conduzidos por motoristas sem o treinamento específico exigido e, o mais grave, sem qualquer seguro em caso de acidentes. A intensificação da fiscalização no interior combate diretamente essa prática que coloca as famílias em risco, garantindo que a população chegue ao seu destino com a dignidade e a segurança que o serviço regularizado oferece”, afirmou.
A operação conta com o apoio operacional das forças de segurança do Estado em ações estratégicas e segue até este domingo (29).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
Fonte: Governo MT – MT
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