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Jiu-jitsu brasileiro: jovem atleta transforma derrotas em história de superação e mira carreira de campeão

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Trajetória no jiu-jitsu revela rotina de atleta no Brasil, pressão psicológica no esporte e dificuldades enfrentadas por atletas brasileiros

Início precoce e decisão no tatame

João Victor Araújo, também conhecido como fantasma, começou no jiu-jitsu aos 8 anos de idade e, desde a primeira aula, diz ter encontrado mais do que um esporte. No tatame do projeto ROTAM, ainda criança, tomou uma decisão que mudaria sua trajetória: queria se tornar lutador.

Primeiro título e início das dificuldades

Dois anos depois, veio o primeiro resultado expressivo. Aos 10 anos, conquistou um título brasileiro em São Paulo. Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o início vitorioso não garantiu um caminho fácil.

Segundo o atleta, foi após essa conquista que começaram as derrotas — e, com elas, os maiores aprendizados.

“Eu comecei a perder, mas nunca pensei em desistir. Usei isso como motivação”, afirma.

Apoio da mãe e sacrifícios familiares

O apoio da mãe foi fundamental nesse processo. João a define como sua principal inspiração e base emocional. Para que o filho pudesse competir, ela chegou a vender bolos e cachorro-quente para custear viagens.

“Ela sempre fez de tudo por mim. É minha maior apoiadora”, diz.

Rotina intensa e superação nos treinos

Além dos desafios dentro das competições, a rotina fora dos tatames também exigiu esforço. Morando a cerca de duas horas do local de treino, sendo frequentemente o mais leve e menor da equipe, João enfrentou treinos intensos e, muitas vezes, desvantagem física.

Ainda assim, decidiu permanecer.

“Apanhava muito nos treinos, mas isso me fortaleceu. Fui evoluindo mentalmente e fisicamente”, relata.

Pressão psicológica e bastidores invisíveis

Hoje, ele afirma se destacar pela técnica, mas reforça que a principal transformação aconteceu na mente.

Nos bastidores, o atleta revela dificuldades pouco visíveis ao público, como lesões, cansaço extremo, medo de perder e a pressão interna.

“As pessoas só enxergam o resultado. Não veem as lesões, o desgaste e o quanto a gente se cobra, às vezes até se sabotando”, explica.

Mudança de mentalidade nas lutas

Foi nesse contexto que ele desenvolveu uma nova forma de encarar as lutas.

“Antes de lutar, penso que estou ali para mostrar meu jiu-jitsu, independente do resultado.”

Momentos de maior pressão na carreira

Entre os momentos mais desafiadores da carreira, João destaca a final do Campeonato Brasileiro da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu, em 2024, e o Campeonato Europeu de 2025.

“No europeu, senti uma das maiores pressões da minha vida”, relembra.

Renúncias e escolhas difíceis

Para chegar até esse nível, o atleta precisou abrir mão de experiências comuns da juventude, como lazer, relacionamentos e até amizades.

“Parece até egoísmo às vezes, porque precisamos colocar o treino como prioridade”, afirma.

Falta de valorização no esporte

Ele também chama atenção para a falta de valorização dos atletas no Brasil.

“O apoio ainda é muito pouco. A gente não é valorizado como deveria.”

Ego no jiu-jitsu e aprendizado constante

Dentro do esporte, João destaca outro aspecto: a disputa de ego entre competidores. Para ele, no entanto, o próprio jiu-jitsu se encarrega de equilibrar isso.

“Você pode até vencer por ego, mas o jiu-jitsu quebra ele todos os dias.”

Vida fora do tatame

Fora das competições, o jovem demonstra outros interesses. Gosta de cozinhar, conhecer restaurantes, ler mangás, assistir animes e ouvir música.

Sonhos e próximos objetivos

Apesar disso, mantém o foco no principal objetivo: se tornar campeão mundial mais de uma vez.

E faz questão de não chegar lá sozinho.

“Quero estar no topo, mas com meus amigos comigo”, diz.

Aos 18 anos, ele acredita estar apenas no início da trajetória.

Confiança e mensagem final

Mesmo diante de dúvidas externas, mantém a confiança: “Independente de você acreditar ou não, eu acredito em mim.”. Uma frase da mãe, dita em um momento difícil após uma derrota, segue como referência: “Não criei filho para ser perdedor. Você é um campeão.” E, para quem está começando no esporte, João deixa um conselho direto: “Não desista. O jiu-jitsu é mais que um esporte, é um estilo de vida. Treine, se dedique e confie em você.”

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Igor Queiroz conquista o UFC BJJ Open em Fort Lauderdale

O brasileiro Igor Queiroz conquistou neste domingo o título do UFC BJJ Open

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O brasileiro Igor Queiroz conquistou neste domingo o título do UFC BJJ Open, realizado em Fort Lauderdale, na Flórida. Atleta da Seleção Brasileira de Wrestling e medalhista dos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023, Igor entrou no torneio em um momento de adaptação da sua rotina de treinamentos e após lidar com uma lesão no joelho às vésperas da competição.

Mesmo sem chegar nas condições que considerava ideais, o brasileiro conseguiu apresentar um bom desempenho ao longo do torneio e sair campeão.

A competição reuniu atletas de alto nível e contou com a presença de nomes ligados ao UFC e ao cenário profissional do grappling. Os combates de Igor chamaram atenção principalmente pela intensidade, explosividade e pelo forte jogo de quedas, características construídas ao longo de mais de uma década dedicada ao wrestling.

“Foi uma experiência muito especial. Eu vinha ajustando minha rotina de treinamento e ainda tive uma lesão no joelho antes da competição, então existia uma preocupação sobre como meu corpo responderia. No final, consegui competir bem, impor meu jogo e sair com o título. Foi importante também sentir a reação do público e das pessoas que estavam acompanhando o evento”, afirmou Igor.

A participação no UFC BJJ Open também representa mais um passo na transição do atleta para novos desafios no grappling e nas artes marciais nos Estados Unidos. Apesar da longa trajetória internacional no wrestling, Igor vem ampliando sua atuação no jiu-jitsu e busca transformar sua experiência competitiva em oportunidades dentro do cenário profissional americano.

Natural de Cuiabá (MT), Igor Queiroz possui uma trajetória marcada por competições internacionais, incluindo o bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santiago 2023 e o quinto lugar no Mundial Sub-23 de Wrestling de 2022.

Agora, com o título conquistado em Fort Lauderdale, o brasileiro pretende seguir competindo nos Estados Unidos e buscando espaço nos principais eventos de grappling do país.

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