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Viva Maria completa 45 anos celebrando a força das mulheres

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Chegou o grande dia: Viva Maria em festa completa 45 anos de história!

E a comemoração vai ser do tamanho dessa trajetória: duas horas de transmissão especial, das 13h às 15h, como nos anos 80 nas tardes da Nacional.

Duas horas para celebrar a memória, reencontrar vozes, recordar histórias e, sobretudo, homenagear as mulheres que ajudaram a construir essa caminhada.

Nela não podíamos deixar de lembrar uma mulher que abriu caminhos para o feminismo brasileiro: Rose Marie Muraro.

Uma grande intelectual , extremamente sensível e à frente de seu tempo, Rose foi pioneira ao introduzir o feminismo no Brasil como um pensamento estruturado, articulando as questões de gênero com a realidade social e a dignidade das mulheres, especialmente das mais pobres.

E essa história tem um capítulo muito especial aqui no Viva Maria.

Ainda nos anos 1980, Rose esteve no nosso programa para lançar sua marcante pesquisa sobre a sexualidade da mulher brasileira. E, por ocasião do lançamento do livro Sexualidade, Libertação e Fé: por uma erótica cristã – primeiras indagações, ela também passou pelos nossos microfones.

E para falar sobre Rose,sobre o legado dessa mulher que ajudou a transformar o pensamento brasileiro, recebo agora um grande amigo e companheiro de caminhada de Rose Marie Muraro: Leonardo Boff, escritor, filósofo e teólogo, uma das vozes mais importantes na defesa da Mãe Terra e dos direitos da Natureza.

Leonardo, que alegria ter você conosco nesta festa de 45 anos do Viva Maria!

“Leonardo, você e Rose Marie Muraro conviveram e trabalharam juntos por mais de duas décadas. Como foi essa parceria na Editora Vozes e qual foi o grande impacto da atuação dela para o feminismo no Brasil?”

“Um dos grandes frutos dessa união foi o livro ‘Feminino e Masculino: uma nova consciência para o encontro das diferenças’. Como nasceu a ideia dessa obra escrita a quatro mãos e qual foi a contribuição inédita de Rose para a psicologia e a questão social?”

“Rose também foi uma grande defensora da vida. Como a natureza do feminino e o pensamento dela se conectam com a construção de uma verdadeira cultura de paz?”

Muito obrigado, Leonardo Boff.

E a festa continua! Das 13h às 15h estaremos juntos. Ainda temos muita história para contar, muita memória para compartilhar e muitas mulheres para homenagear. Viva Maria!

 


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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