Cultura
Rouanet no interior abre inscrições a projetos de patrimônio imaterial
Cultura
Projetos de patrimônio imaterial podem se inscrever no Programa Rouanet no Interior até o dia 30 de abril. 

O edital oferece seis milhões de reais para incentivar ações em cidades de pequeno porte, em regiões específicas, em quatro estados e no Distrito Federal. A Sarah Quines tem mais detalhes…
O edital é voltado para ações de preservação do patrimônio imaterial, como as tradições de saberes e modos de fazer, rituais e festividades populares.
O incentivo busca democratizar e nacionalizar o financiamento cultural e contempla projetos na Chapada Diamantina e cidades históricas da Bahia; em Pajeú e na Rota do Cangaço, em Pernambuco; no Vale do Ribeira, em São Paulo; no Seridó Potiguar, no Rio Grande do Norte; e em Ceilândia, Planaltina e Brazlândia, no Distrito Federal.
Pelo menos 30 projetos de cinco áreas devem ser selecionados nas categorias: patrimônio, artes cênicas, humanidades, música e artes visuais, com até duzentos mil reais cada.
O programa também contempla propostas de arte religiosa, de culturas afro-brasileira, urbana, tradicionais e populares, da infância e criações de indivíduo ou grupo de pessoas com deficiência.
Quem nunca executou projetos via Lei Rouanet vai receber dez pontos extras na avaliação técnica — a medida busca democratizar o acesso aos recursos federais. Os participantes devem estar sediados e realizar as atividades exclusivamente nas cidades incluídas no edital.
É possível consultar quais produtos culturais são admitidos no site salic.cultura.gov.br. As inscrições, que seguem até o dia 30 de abril, também podem ser feitas no mesmo endereço.
Cultura
Jornalistas indígenas lançam manual para qualificar a imprensa
Primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil chega com a proposta de transformar a forma como os povos originários são retratados
No Viva Maria desta segunda-feira (10), Mara Régia conversa com o jornalista Luan Tremembé, coordenador da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), sobre o lançamento de Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena.
Escrito de forma coletiva por jornalistas indígenas e estudantes de Jornalismo de diferentes povos e biomas brasileiros, o manual reúne orientações para uma abordagem mais ética, qualificada e livre de estereótipos sobre os povos originários.
Luan destaca a importância de garantir que os próprios povos indígenas tenham voz na construção das narrativas sobre suas histórias, culturas e lutas.
O nome Poranga Marandúa, que significa “Boas Notícias” em nheengatu, também homenageia Andreza Baré, apontada como a primeira indígena formada em Jornalismo no Brasil.

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