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Procissão das Sanfonas anima ruas de Teresina nesta segunda

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Esta segunda-feira (3) é dia de Teresina, capital do Piauí celebrar a identidade nordestina e os artistas que mantêm a cultura da região viva. As ruas da capital piauiense serão palco de mais uma edição da Procissão das Sanfonas.

Este ano, a festividade celebra o centenário de Dona Helena Gonzaga; os 80 anos de Alceu Valença; e recorda os 37 anos do falecimento do Rei do Baião, Luiz Gonzaga.

Dona Helena, apelidada carinhosamente de Madame Baião, foi companheira de Gonzagão por cerca de quatro décadas e é considerada figura central na preservação da memória do artista, que é referência do cancioneiro nordestino e dos sanfoneiros de todo país.

A concentração será às 15h, em frente à Catedral de Nossa Senhora das Dores. Antes da saída da procissão, haverá missa e bênção das sanfonas na catedral. Depois, o cortejo musical com sanfoneiros, artistas, admiradores da música nordestina e o público segue pelo calçadão da Simplício Mendes em direção ao Museu do Piauí, localizado na Praça da Bandeira, no centro da capital.

Após a procissão, a festa segue com apresentações de sanfoneiros, homenagens e muita música para celebrar a riqueza da cultura popular nordestina.

Criada em 2009, a procissão chega à 18ª edição este ano, consolidando-se como um dos principais eventos culturais do estado. O evento, Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Piauí e da cidade de Teresina, é promovido pela Colônia Gonzaguiana do Piauí, um grupo cultural dedicado à preservação e pesquisa sobre vida e obras de Luiz Gonzaga.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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