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Cultura

Peça de teatro desconstrói o mito dos bandeirantes na história de SP

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Os bandeirantes dão nome a rodovias, avenidas e monumentos em São Paulo. Costumam ser associados à identidade paulista e já foram vistos como heróis. Mas, no espetáculo “Entre a Cruz e os Canibais”, o mito dos bandeirantes é questionado. O diretor da peça, Marcos Damigo, explica a construção desse mito na passagem do século 19 para o 20.

“Quando uma elite cafeeira que tinha muito poder econômico, mas não tinha tanto poder político, começou a forjar essa imagem de um bandeirante, fundadores, originários,  como destemidos, heroicos. Antes eles eram até um pouco mal vistos pelas questões conm jesuítas, enfim, falavam muito mal dos bandeirantes. Mostrar eles de uma maneira engraçada, até grotesca, assim, ajuda um pouco a destruir essa imagem desses heróis que foram imortalizados em estátuas de mármore”.

Na trama, um juiz autoritário encontra um vereador desaparecido que sequestrou indígenas tupis, o que pode levar a um confronto no vilarejo que está prestes a receber o governador-geral do Brasil vindo de Portugal. Marcos Damigo usa a comédia de escárnio para destacar o grotesco disfarçado de modernidade. 

“É muito interessante pensar como as analogias entre o tempo histórico e o tempo atual vão aparecendo quase que naturalmente. Elas vão brotando da história, porque a gente sempre olha para o passado com o referencial do nosso tempo em que a gente está vivendo. Então, a peça questiona essa ideia do desenvolvimento do progresso a qualquer custo indo lá na origem e vendo como que ela foi plantada lá no começo”.

No elenco da comédia farsesca estão José Rubens Chachá, Fábio Espósito, Daniel Costa e Thiago Claro França. A peça “Entre a Cruz e os Canibais” está em cartaz até o dia 15 de fevereiro no Teatro Arthur Azevedo, no bairro da Mooca. Ingressos a partir de R$ 10 na bilheteria e na plataforma Sympla, desta quinta-feira (22/1) até o domingo dia 25. A entrada é gratuita. 
 


Fonte: EBC Cultura

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Filarmônica do Maranhão apresenta espetáculo em São Luís

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A riqueza da criação musical maranhense em uma releitura sinfônica: essa é a proposta de repertório que a Orquestra Filarmônica do Maranhão apresentará nesta quarta-feira no centenário Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, a partir das 19h30.

O espetáculo “Identidade Maranhense” fará um passeio pelos sons, ritmos e referências que fazem parte da identidade cultural do estado.

Além do regente titular Daniel Cavalcante, estarão também no comando das batutas dois convidados: os maranhenses Thales do Vale e Helder Ferreira.

A apresentação também terá a participação do trombonista Daniel Miranda como solista.

Entre as obras que ecoarão pelo palco do Arthur Azevedo estão “Louvação a São Luís”, do poeta e jornalista Bandeira Tribuzi, adotada como hino oficial da capital maranhense, e a abertura da ópera “Boi Catirina”, de Josias Sobrinho e Papete.

A ópera é a adaptação cênica e musical do tradicional auto do Bumba Meu Boi do Maranhão.

Em outro momento, os mais de 50 músicos da Filarmônica prestarão uma homenagem ao cantor e compositor João do Vale, executando o medley “João Sinfônico”, com algumas obras do seu repertório.

A Orquestra Filarmônica do Maranhão é a caçula entre os grupos de música de concerto do estado e completará um ano de fundação no próximo dia 31 de outubro.


Fonte: EBC Cultura

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