Cultura
Paço Imperial celebra 40 anos com exposição de mais de 160 trabalhos
Cultura
O Paço Imperial, um dos mais tradicionais patrimônios históricos e artísticos do Rio de Janeiro, tombado pelo IPHAN em 1938, celebra 40 anos com uma grande exposição. A mostra, “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” reúne 160 trabalhos de mais de cem artistas, que fazem parte da trajetória do centro cultural, entre eles ,Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Arthur Bispo do Rosário e Beatriz Milhazes.

O local, que foi sede dos governos do Reinado e do Império, e após a Proclamação da República, em 1889, abrigou outros espaços, tem grande importância para o país, como explica a diretora do centro cultural e uma das curadoras da mostra, Claudia Saldanha…
“O Paço Imperial é um edifício histórico do Rio de Janeiro, que tem uma importância simbólica muito grande para cidade do Rio, para o país. Por aqui passaram muitas pessoas importantes. Foi assinada a Lei Áurea, foi declarado por Dom Pedro o Fico, o famoso Dia do Fico. Em 1985, após uma grande obra de conservação e restauro, o Paço abriu para o público gratuitamente, desde então, para abrigar mostras, exposições, concertos, peças de teatro”.
Na Mostra Constelações, o público pode conhecer a versatilidade do Paço, que ao longo de sua história já recebeu exposições em diversas vertentes, desde a arte contemporânea até a popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio.
A ideia agora é reunir, sem hierarquia, os diferentes artistas, de várias gerações, técnicas e suportes, em um único evento, dividido em nove núcleos temáticos. A diretora do Paço dá mais detalhes…
“Uma exposição que busca refletir um pouco todas essas pessoas que passaram por aqui, todos esses artistas que realizaram projetos aqui. Então, a gente está reunindo artistas de várias gerações, artistas dos anos 60, dos anos 70, dos anos 80, dos anos 90, dos anos 2000. É uma exposição abrangente, mais de 100 artistas e muitas obras. A gente também está exibindo alguns vídeos importantes realizados pelos artistas sobre suas obras”.
Claudia Saldanha fala também sobre a extensa pesquisa para o projeto, que durou cerca de um ano até ser realizado. E destaca o trabalho de equipe…
“A curadoria, ou seja, a escolha, a seleção e o cuidado com a exposição e com a instalação dessas obras, partiu de uma equipe, né? Um trabalho feito em equipe, coordenado pelo professor da UFRJ e curador Ivair Reinaldim, por mim, diretora aqui do Centro Cultural e pela nossa equipe que aqui trabalha conosco, arquitetas, produtores, educadores”.
A exposição também traz uma linha do tempo, com a história do Paço Imperial desde a sua construção. A curadora ressalta o prazer de visitar o local…
“A visita ao Paço sempre é, além desse contato com a arte moderna, com a arte contemporânea, com a arte que a gente faz hoje, é uma visita no tempo, um encontro com histórias do passado que abrigaram, né? Que foram abrigadas aqui dentro desse monumento histórico”.
A exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” fica em cartaz até o dia 7 de junho, com entrada gratuita. O prédio histórico está localizado na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, uma das mais famosas da cidade e palco de importantes eventos históricos.
Cultura
Filarmônica do Maranhão apresenta espetáculo em São Luís
A riqueza da criação musical maranhense em uma releitura sinfônica: essa é a proposta de repertório que a Orquestra Filarmônica do Maranhão apresentará nesta quarta-feira no centenário Teatro Arthur Azevedo, em São Luís, a partir das 19h30.

O espetáculo “Identidade Maranhense” fará um passeio pelos sons, ritmos e referências que fazem parte da identidade cultural do estado.
Além do regente titular Daniel Cavalcante, estarão também no comando das batutas dois convidados: os maranhenses Thales do Vale e Helder Ferreira.
A apresentação também terá a participação do trombonista Daniel Miranda como solista.
Entre as obras que ecoarão pelo palco do Arthur Azevedo estão “Louvação a São Luís”, do poeta e jornalista Bandeira Tribuzi, adotada como hino oficial da capital maranhense, e a abertura da ópera “Boi Catirina”, de Josias Sobrinho e Papete.
A ópera é a adaptação cênica e musical do tradicional auto do Bumba Meu Boi do Maranhão.
Em outro momento, os mais de 50 músicos da Filarmônica prestarão uma homenagem ao cantor e compositor João do Vale, executando o medley “João Sinfônico”, com algumas obras do seu repertório.
A Orquestra Filarmônica do Maranhão é a caçula entre os grupos de música de concerto do estado e completará um ano de fundação no próximo dia 31 de outubro.
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