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ONG lança cartilha digital de combate ao racismo religioso no Brasil

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Abril é o mês da conscientização e combate ao racismo religioso no Brasil. Para lembrar a data a Ong Criola lança a 2ª edição gratuita digital da cartilha “Terreiros em Luta: Caminhos para o Enfrentamento ao Racismo Religioso”. 

A Criola defende e promove os direitos de mulheres negras e produziu a cartilha com vários atores, entre eles o Terreiro baiano Ilê Axé Omi Ogun Siwajú, da cidade de São Félix, o Terreiro Ilê Axé Omiojuarô, de Niterói e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro.

A cartilha, que pode ser baixada no site criola.org.br, traz uma série de órgãos, legislações, redes de proteção, equipamentos e caminhos de denúncia para vítimas de discriminação religiosa, inclusive o passo a passo de como se documentar em relação a ocorrência.

A expectativa é que a publicação seja mais uma ferramenta de apoio de combate ao racismo religioso no país, fortalecendo não só os Terreiros – um dos principais alvos de crimes envolvendo intolerância religiosa no Brasil – mas também outras ONGs, movimentos de outras denominações sacras de matriz africana e demais organizações religiosas. 

Os casos de racismo religioso crescem mais a cada ano. Em 2024, somente pelo Disque 100 foram registradas mais de 2.470 denúncias de intolerância religiosa no país, representando um aumento de 66% em relação ao ano anterior, com quase mil denúncias a mais; as mulheres negras e a população LGBTQIAPN+ são as principais vítimas.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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