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Cultura

No Recife, Museu da Abolição reabre integralmente para o público

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Após vários anos sem receber exposições, o Museu da Abolição, localizado no bairro Madalena, em Recife, reabre integralmente para o público com as mostras “Que herança você vai poder?” e “Restituir o Possível”.

Na exposição “Herança”, que contou com curadoria de Alex de Jesus, os trabalhos de 29 artistas foram reunidos a partir de uma indagação sobre o que restou ao povo preto brasileiro após a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel, em 1888. Dividida nos eixos presente, passado e futuro, vários artistas contemporâneos buscam refletir sobre essa herança.

A segunda exposição, “Restituir é Possível”, traz uma seleção de pouco mais de 100 peças do próprio acervo do museu, produzidas originalmente por mais de 20 etnias de 12 países africanos.

Retomada

Após reforma na parte estrutural encerrada em 2022, o museu havia retomado sua programação apenas com iniciativas e atividades culturais, sem receber exposições. Pelas redes sociais, a diretora substituta do espaço, Fabiana de Lima Sales, destacou que as exposições eram o elemento que faltava para que fosse cumprida em sua totalidade a missão institucional do museu, de preservar, divulgar e valorizar a memória, os valores históricos, artísticos e culturais, o patrimônio material e imaterial dos afrodescendentes.

“Pela primeira vez, o Museu da Abolição vai ter uma exposição de longa duração, que é o principal cartão de visita da maioria dos museus, totalmente pensada, elaborada, produzida em diálogo com a sua missão institucional e com as questões que estão na pauta do dia do debate sobre história, memória, cultura afrobrasileira e a sua relação com o processo de abolição da escravidão da forma inacabada como aconteceu aqui no Brasil.”

O Museu da Abolição foi criado em 1957, pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em homenagem aos abolicionistas João Alfredo e Joaquim Nabuco. Depois de passar pelos processos de desapropriação, tombamento e restauro, o espaço foi oficialmente inaugurado no dia 13 de maio de 1983.


Fonte: EBC Cultura

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Cultura

Fortaleza recebe fórum latino-americano sobre cinema e impacto social

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Fortaleza recebe a partir desta segunda-feira, representantes do Brasil e de outros oito países latino-americanos para discutir circulação de filmes, democratização do acesso ao audiovisual, pesquisa e novas estratégias de impacto social.

Até o dia 13 de agosto a capital do Ceará sedia a quarta edição do Fórum Latino-Americano de Cinema e Impacto Social, uma iniciativa das ONGs Ambulante e Impacta Cine, do México, NodoSur, da Colômbia e da brasileira Taturana.

As atividades acontecem no Centro Cultural Casa do Barão de Camocim, localizada na Rua General Sampaio, Centro. No site cinemaeimpacto.org é possível acessar a programação e o formulário para participar. Pela manhã: haverá atividades online, abertas ao público mediante inscrição; à tarde, a programação presencial é fechada, exclusiva para pessoas convidadas. A programação virtual terá quatro painéis, ampliando o acesso dos interessados.

Durante os 4 dias de evento estão previstas apresentações de pesquisa, estudos de caso, encontros entre organizações, mesas de debate, sessões de cinema e atividades formativas, promovendo o intercâmbio de experiências desenvolvidas em diferentes territórios da América Latina.

Todo o material produzido durante a quarta edição será disponibilizado posteriormente em português e espanhol no canal do Youtube do Fórum Latino-Americano de Cinema e Impacto Social. Já no site cinemaeimpacto.org é possível acessar 25 estudos de caso que documentam campanhas realizadas em diferentes países da  América Latina compartilhando metodologias, estratégias, desafios e aprendizados para inspirar novas formas de circulação e engajamento com o audiovisual.


Fonte: EBC Cultura

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