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Mostra em São Luís oferece imersão nos saberes do tambor de mina

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Uma das principais representações afro-religiosas do Maranhão, o tambor de mina ganha destaque em uma mostra especial a partir desta quarta-feira (27), em São Luís. 

A Casa do Tambor de Crioula, que fica no centro histórico da capital maranhense, recebe até o próximo sábado a mostra cultural “O Panteão dos Voduns: Divindades do Tambor de Mina Maranhense”, que oferece ao público visitante uma imersão nesta religião afro-brasileira que tem entre as características o culto aos espíritos indígenas (caboclos), divindades da Nação Jeje (os voduns) e os santos do catolicismo.

A expectativa é que a mostra, organizada pela Casa Ilê Ogu Oni Lonon Kpèntèn, contribua com a eliminação de estigmas e desconhecimento sobre o tambor de mina. 

A programação diária, sempre de 9h às 18h, contará com oficinas práticas de saberes tradicionais e dos toques de tambores sagrados da tradição Jeje – o tambor da mata, o guia e o contra-guia -; a apresentação do tambor de crioula Rosas de Maria; roda de conversa com sacerdotes do Tambor de Mina, finalizando com toque de tambor conduzido pelo Toy Vodunno Leandro de Ogum.

Haverá, ainda, uma exposição de indumentárias sagradas acompanhadas de painéis explicativos. 

A mostra também terá recursos imersivos para que o visitante possa vivenciar aspectos do universo dos voduns através de estímulos visuais, olfativos e sonoros. A entrada é gratuita. Outras informações no Instagram da Casa do Tambor de Crioula.    




Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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