Cultura
Millton Nascimento recebe título de doutor Honoris Causa
Cultura
O cantor e compositor Milton Nascimento vai receber nesta terça-feira (16) o título de Doutor Honoris Causa, concedido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo da Fundação, a homenagem “reconhece a relevância da obra de Milton como instrumento de resistência, crítica social e afirmação de identidades ao longo de mais de seis décadas de trajetória artística”, informa a instituição.
A Fiocruz destacou ainda que Bituca, como é carinhosamente chamado, utilizou a música como forma de denúncia social e enfrentamento das injustiças, especialmente durante a ditadura militar brasileira e que sua produção musical, marcada por intensa força política, espiritualidade e defesa dos direitos humanos, contribuiu para movimentos sociais e inspirou gerações.
A entrega do título será feita na sede da Fiocruz Minas, às 16h, em Belo Horizonte (MG). Milton será representado pelo maestro de sua banda, Wilson Lopes. O artista, de 83 anos, tem enfrentado problemas de saúde e, em outubro, a família revelou que ele foi diagnosticado com demência por corpos de Lewy, um distúrbio neurodegenerativo caracterizado por declínio nas funções de pensamento, movimento, comportamento, cognição e humor.
Foi na capital mineira que o cantor consolidou sua carreira. Foi lá também que fundou o lendário movimento musical Clube da Esquina. Milton alcançou visibilidade nacional em 1967, ao participar do Festival Internacional da Canção, da TV Globo, quando classificou três músicas. Ao longo da carreira, lançou 47 álbuns, participou de 13 filmes, conquistou quatro Grammys e colecionou parcerias com grandes nomes nacionais e internacionais.
* Com informações da Agência Brasil.
Cultura
Jornalistas indígenas lançam manual para qualificar a imprensa
Primeiro Manual de Jornalismo Indígena do Brasil chega com a proposta de transformar a forma como os povos originários são retratados
No Viva Maria desta segunda-feira (10), Mara Régia conversa com o jornalista Luan Tremembé, coordenador da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor), sobre o lançamento de Poranga Marandúa – Manual de Jornalismo Indígena.
Escrito de forma coletiva por jornalistas indígenas e estudantes de Jornalismo de diferentes povos e biomas brasileiros, o manual reúne orientações para uma abordagem mais ética, qualificada e livre de estereótipos sobre os povos originários.
Luan destaca a importância de garantir que os próprios povos indígenas tenham voz na construção das narrativas sobre suas histórias, culturas e lutas.
O nome Poranga Marandúa, que significa “Boas Notícias” em nheengatu, também homenageia Andreza Baré, apontada como a primeira indígena formada em Jornalismo no Brasil.

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