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Manaus recebe exposição coletiva Amazônia Preta no Palacete Provincial

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A programação do mês da consciência negra em Manaus, no Amazonas, terá início neste sábado (1º) com a abertura da exposição coletiva “Amazônia Preta”, no Palacete Provincial, localizado no Centro Histórico da capital amazonense. 

O espaço vai abrigar dezenas de obras produzidas durante a residência artística Pretoberância, que reuniu artistas negros e negras amazônidas em um processo de criação coletiva e troca de saberes. Os trabalhos produzidos foram norteados por questões como resgate de memória, desconstrução de narrativas hegemônicas, celebração da ancestralidade, as perspectivas contemporâneas, mas tudo pela ótica da negritude.

A programação de abertura contará com o cortejo do Maracatu Pedra Encantada, que sairá da Praça Heliodoro Balbi conduzindo o público até o interior do Palacete.

Além da exposição, haverá também uma intervenção artística inédita na fachada do Palacete, intitulada “Gigantes da Memória”. Nas 17 janelas do prédio histórico, o público poderá contemplar ilustrações de personalidades negras amazônicas de diferentes áreas, como artes, educação, ciência e cultura.

A exposição Amazônia Preta segue até o dia 22 de novembro. 

O Palacete Provincial, fundado em 1874, abriga quatro museus de diferentes linguagens, entre eles o Museu da Imagem e do Som e a Pinacoteca do Amazonas. O acervo completo de todos  os espaços culturais do Palacete é estimado em cerca de 400 mil itens, segundo a Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas.


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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