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Grupo Garranxê vence o Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas

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O grupo junino Garranxê, de Roraima, foi o grande vencedor do Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas, encerrado na noite deste domingo (26), em Maceió, Alagoas. A Junina Sertão, do estado do Rio Grande do Norte, foi vice-campeã e os acreanos da quadrilha Malucos na Roça ficaram com a terceira colocação. 

Os quadrilheiros roraimenses, que venceram a competição em 2024 e foram vice no ano passado, levaram este ano para o tablado do Parque da Pecuária José da Silva Nogueira o tema  “Resistência”. Eles reviveram, através de música, dança, alegorias e muito forró, a coragem do povo potiguar de Mossoró diante da invasão do bando de Lampião, transformando a apresentação em um resgate de memória, bravura e identidade nordestina. O grupo levou ainda os prêmios de Melhor Casamento e Melhor Casal de Noivos.

Mais de 20 estados do país, além do Distrito Federal, tiveram representantes no evento promovido pela Confederação Nacional de Quadrilhas Juninas e Grupos Folclóricos do Brasil. Além da criatividade, entrega e profissionalismo das equipes, a variedade de temas e homenagens apresentadas pelas quadrilhas chamou a atenção do público presente; a obra do artista plástico sergipano Arthur Bispo do Rosário, a literatura de cordel, Luiz Gonzaga, Padre Cícero, Jorge Amado e claro, as tradições culturais sertanejas e nordestinas, foram algumas das histórias “cantadas” pelos quadrilheiros.

Este ano, além das premiações tradicionais como Melhor Rainha e Melhor Marcador, foram instituídas novas categorias: Melhor Repertório Musical, Melhor Trio Musical ao Vivo, Casal de Destaque, Melhor Casamento, Destaque Masculino e Feminino, além de Melhor Cenografia.
 


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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