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Festival de Cinema de Cannes começa na tarde desta terça-feira

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Considerado um dos principais eventos cinematográficos do mundo, começa nesta terça-feira (12), na França, a edição de número 79 do Festival de Cinema de Cannes. 22 longas metragens de realizadores de pelo menos 12 países concorrem à Palma de Ouro e terão estreia mundial ao longo dos próximos 12 dias. 

Mais de 950 cinemas franceses exibem, logo mais às duas da tarde, no horário de Brasília, a cerimônia oficial de abertura do festival. O filme que abre esta edição é a produção francesa “La Vénus Électrique”, ou “O Beijo Elétrico”, dirigida por Pierre Salvadori.

O tradicional tapete vermelho, o anúncio dos vencedores e outros eventos da programação podem ser acompanhados pelo canal oficial do festival no YouTube, o @TVFestivaldeCannes.

Neste ano, o júri é formado por nove profissionais de diferentes áreas do audiovisual e será presidido pelo diretor sul-coreano Park Chan-wook. Ele já participou de outras edições do festival e foi premiado anteriormente com o Grande Prêmio do Júri e também com o prêmio de Melhor Diretor.

Entre os homenageados de 2026 está o cineasta neozelandês Peter Jackson, conhecido mundialmente pelas trilogias “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”. Ele vai receber a Palma de Ouro Honorária. A atriz, diretora e cantora norte-americana Barbra Streisand também será homenageada com a mesma honraria.

A produção audiovisual brasileira este ano não participa da seleção oficial, nem das principais mostras paralelas. A única presença brasileira nos eventos principais, é a coprodução “Elefantes na Névoa”, realizada em parceria com outros 4 países e selecionada para a mostra “Um Certo Olhar”.

O Festival de Cannes, ao lado dos festivais de Berlim e Veneza, é considerado uma das principais vitrines do cinema mundial e costuma antecipar produções que depois aparecem entre os indicados ao Oscar.

Nos últimos anos, filmes como Anora, Anatomia de uma Queda, A Pior Pessoa do Mundo, Parasita, Foi Apenas um Acidente e o brasileiro O Agente Secreto, passaram por Cannes antes de ganharem destaque na premiação da Academia de Hollywood.

Os vencedores desta edição serão anunciados na cerimônia de encerramento, no próximo dia 23 de maio.


Fonte: EBC Cultura

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Canções sobre cidades atravessam gerações e marcam os festejos juninos

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Entre as águas do Rio São Francisco e a ponte que liga duas cidades irmãs, a canção “Petrolina, Juazeiro”, composta por Jorge de Altinho e Chico Angra e lançada pelo Trio Nordestino na década de 1970, transformou duas cidades em um dos retratos mais conhecidos da música nordestina. Ao atravessar gerações, a música mostra como o forró também funciona como registro afetivo dos territórios, transformando paisagens, costumes e histórias locais em versos que seguem circulando muito além das fronteiras regionais.

Essa relação entre música e pertencimento ganhou espaço na trajetória do cantor e compositor Del Feliz, que já escreveu mais de 150 canções em homenagem a municípios brasileiros. A primeira delas foi dedicada à cidade baiana Amargosa, no Vale do Jequiriçá. Segundo o artista, a iniciativa surgiu de forma espontânea e com o passar do tempo, prefeitos, moradores e representantes de diferentes localidades passaram a solicitar composições que retratassem os municípios.

“Eu comecei a pesquisar a cidade e aí falei: ‘não, tem muita coisa boa aqui, eu vou querer juntar tudo que é relevante’. Virou uma identidade da cidade, eu acabei me tornando cidadão de Amargosa. E aí veio o ciúme de algumas cidades ali próximas, o pessoal amigo, né, obviamente que tiveram acesso, dizendo, ‘ah, mas falta nossa, não sei o quê, a de Cruz, a de Santo Antônio’. Aí eu comecei fazer, recebi também os títulos de cidadão de lá. As músicas repercutiram também igualmente, muito positivamente no coração das pessoas. Acho que todo mundo é um tanto bairrista, né?”

Outro exemplo desse movimento é Sertão de Curaçá, composta por Targino Gondim e Zé da Wilton. Lançada em 1997, a música homenageia a cidade baiana, às margens do Rio São Francisco, conhecida como Capital dos Vaqueiros. Segundo Targino, a composição nasceu da convivência com a cultura sertaneja local e também da necessidade de registrar elementos que fazem parte da identidade do município.

“Quando eu tive um encontro com Zé da Wilton, que é um apelido de Zé de Lalinha, um senhor com um sonho de de virar artista. E aí ele entrou comigo e me mostrou algumas canções, tudo e tal e tinha essa ideia dessa música Sertão do Curaçá e foi quando eu tive a ideia de compor junto com ele e aumentar algumas coisas, transformando a música em uma espécie de também de registro sobre o acontecimento com a Ararinha Azul. Na época a Ararinha Azul tinha tinha entrado em extinção, né? E aí eu resolvi compor essa música nessa época”.

No período junino, essas canções seguem percorrendo estradas, feiras e arraiais. Mais do que animar os festejos, elas transformam cidades em versos e ajudam a manter vivas histórias que atravessam gerações.


Fonte: EBC Cultura

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