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Exposição no Museu do Amanhã marca os 10 anos dos jogos Rio 2016

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Cinco de agosto marca o 10º aniversário da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Para celebrar a data, o Rio de Janeiro recebe a exposição “O Amanhã Olímpico: Legado e Futuro”, no Museu do Amanhã, na Praça Mauá, zona portuária da capital fluminense. A mostra fica em cartaz até o dia 5 de outubro.

Entre os itens em exibição, estão fotos de momentos que marcaram a história dos Jogos, trajes usados na cerimônia de abertura, mascotes, bolas de diversas modalidades, tochas e medalhas olímpicas. O visitante também poderá participar de simulações de esportes, como ciclismo e canoagem. 

Duas esculturas permanentes dos logos das Olimpíadas e Paralimpíadas também marcam presença na lateral do Museu do Amanhã, ambas desenvolvidas pelo artista plástico Fred Gelli. As obras simbolizam o encontro do espírito olímpico com a capital fluminense, e representam um abraço da cidade maravilhosa nos visitantes.

Após a abertura da exposição, o atual prefeito da cidade, Eduardo Cavaliere, destacou o empenho e o espírito visionário dos envolvidos nos Jogos Rio 2016:

“Essa trajetória de conquistar os Jogos Olímpicos não começou ontem. Pessoas que vieram antes de mim fizeram um esforço sobre-humano, sobrenatural, se expuseram, colocaram suas vidas públicas para defender o sonho de uma candidatura olímpica. O sonho de uma cidade que é a única que sediou uma Olimpíada na América do Sul. Que bom que teve gente que veio antes de mim que teve a ousadia e capacidade de olhar e dizer: ‘A gente pode fazer isso.'”

Legado econômico

O balanço do legado de 10 anos após os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro também destacou o efeito econômico entre 2009, quando a cidade foi escolhida para sediar o evento, até 2024. Os dados são de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mostrou um impacto na cidade do Rio de Janeiro de R$ 99 bilhões sobre o Valor Bruto da Produção durante os jogos olímpicos. Foram R$ 51,2 bilhões sobre o PIB, R$ 5,3 bilhões em arrecadação de impostos e R$ 36,2 bilhões de impacto sobre a renda das famílias.

A competição olímpica ocorreu entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016, enquanto os Jogos Paralímpicos aconteceram de 7 a 18 de setembro daquele ano.

Os jogos se concentraram nos estádios do Maracanã, no Nilton Santos, no Parque Olímpico e no Parque Radical de Deodoro. Até aquele ano, a Olímpíada Rio 2016 foi a campanha mais vitoriosa do Brasil, que faturou 19 medalhas: sendo 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze.

 


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe exposição Atlântico Sertão a partir desta terça-feira

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Uma celebração ao Sertão brasileiro por meio do olhar de cerca de 80 artistas contemporâneos das mais variadas linguagens artísticas. Essa é a proposta da exposição Atlântico Sertão, que será aberta ao público nesta terça-feira (29), no Museu de Arte da Bahia, depois de passar pela capital paulista. O museu está localizado no Corredor da Vitória, em Salvador.

A mostra gratuita, que ficará em cartaz até 29 de janeiro do ano que vem, revisita o Atlântico costeiro, historicamente marcado pelas influências impostas e pela violência colonial; e o Sertão, frequentemente associado a um espaço isolado e à marginalização como espaços de criação, circulação de saberes e resistência em defesa dos direitos humanos.

Idealizada pela mestra e doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília Marina Maciel, que desenvolve pesquisas sobre a arte como meio de defesa dos direitos humanos, Atlântico Sertão tem curadoria de Marcelo Campos.

Partindo do sentido metafórico do verso “O sertão está em toda parte”, apresentado por Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”, a mostra se baseia nas pesquisas acadêmicas de Marina. Entre as obras que compõem o projeto, há trabalhos realizados especialmente para a exposição, dos artistas Rose Afefé, Biarritzzz, Alê Siqueira, Maré de Matos e Rebeca Miguel.

Por meio de núcleos curatoriais, os artistas convidados de várias regiões do país, em sua maioria do Norte e do Nordeste, abordam temas como ancestralidade, espiritualidade, comunidade, meio ambiente e identidade, mas se distanciando de estereótipos sobre o sertão, apresentando o ambiente sertanejo também como um território de tecnologia, inovação e preservação ambiental. O diálogo entre público e artistas acontece por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações para refletir essas duas geografias.

Após a temporada em Salvador, Brasília deve receber “Atlântico Sertão”, no primeiro semestre do ano que vem.


Fonte: EBC Cultura

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